15/08/19 Mês do cachorro louco

Esclareça suas dúvidas sobre a raiva canina

A raiva canina é uma zoonose que pode ser transmitida através da mordida ou arranhadura de mamíferos. Para esclarecer as principais dúvidas sobre a doença, consultamos o veterinário Ricardo Cabral. Confira!

Por que agosto é conhecido como "mês do cachorro louco"?
Esta é uma história antiga que deve-se por agosto ser, normalmente, um mês em que as cadelas sincronizam o cio. Por estarem no período fértil, os cachorros ficam “loucos” pelas fêmeas, brigando entre eles para conquistá-las.
Tendo isso em vista, como a Raiva Canina também é transmitida através de mordidas e arranhaduras dos cães, diz a lenda que a doença pode se espalhar mais facilmente nesse período. Mesmo não tendo nenhuma comprovação cientifica sobre isso, agosto passou a ser o Mês de Conscientização da Raiva Canina.
É importante ressaltar que a raiva não é transmitida somente neste mês, ela pode acontecer em qualquer época do ano. Por isso, os cães devem estar sempre com a vacina em dia.

Como a doença é transmitida?
A raiva é uma doença viral, que acomete mamíferos em geral e afeta o sistema nervoso central. Por ocorrer em animais e humanos. Nos cachorros, a doença é conhecida como raiva canina.
Os cães são infectados pela raiva ao entrarem em contato com a saliva de animais infectados. Essa transmissão ocorre, principalmente, por causa das mordidas destes animais, mas podem acontecer em caso de arranhões ou até lambidas. O morcego é um dos principais exemplos de transmissor, tendo em vista que para se alimentar ele precisar morder a presa. Já os cães acabam transmitindo quando estão mais agressivos, sintoma das fases mais avançadas da doença.

Quais são os sintomas da raiva?
Os sintomas são graves por ser uma doença do sistema neurológico. O animal pode apresentar convulsões, agressividade, imobilidade dos movimentos, incapacidade de deglutir - por isso a hidrofobia é conhecida como um sintoma clássico da doença - e aumento de saliva.
O tempo entre o animal ser mordido e apresentar os sintomas pode variar muito. Essa variação tem a ver com o local que foi realizada essa mordida, tendo em vista que o vírus sobe pelo sistema neurológico. Portanto, se o animal é mordido na pata, por exemplo, a doença vai ascender pelos nervos até chegar no sistema nervoso central. Já se o animal for mordido no rosto, a ascensão é mais rápida.

A doença tem cura?
Infelizmente, não. Muitas vezes, os cães são encaminhados para eutanásia quando diagnosticado, por isso a prevenção através da vacina é muito importante.

Como é feita a transmissão?
A vacinação é a única forma de prevenção. Independente do mês, é imprescindível que os cachorros estejam com vacinação em dia, principalmente, para evitar que a doença se prolifere em meses suscetíveis, como é o caso de agosto.
O número de casos da doença, tanto em animais quanto em humanos, apresentava uma tendência de queda, o que garantiu uma falsa sensação de que a doença estava sob controle. Tanto é que não vemos mais muitas campanhas de vacinação contra a Raiva. E aí que está o erro! Nos últimos anos, observamos uma reemergência da doença, o que pode ser o reflexo da redução de número de animais vacinados.


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É com orgulho que participo da edição de aniversário da ABSOLUTA. Ela sempre nos traz novidades, entrevistas esclarecedoras, dicas deliciosas, enfim, uma revista única que está crescendo e ficando à cada edição, mais interessante e completa. Só posso desejar muito sucesso a esse time de pessoas sérias e competentes.
Ida Ortolani

Na matéria da revista Absoluta, em que Isabelle Sabbatini escreveu o texto sobre Egas Francisco, tive uma certeza: ela compreendeu um gênio !!!!!!
As suas palavras descrevem Egas como alguém "que inspira mansidão, acolhimento, ousadia e loucura". Esta é a síntese da genialidade de quem suplanta todas as expectativas de ser apenas um igual e abraça com ousadia e coragem as suas próprias contradições para construir um novo caminho. Pessoas que extrapolam os conceitos vulgares de simplesmente existir e, assim, atingem a genialidade. Pessoas que tornam menos sombria a condição humana, porque elas tem a criatividade e a força de espírito maior do que a maioria das pessoas integradas no contexto do existir comum.
Parabéns, Isabelle !!! Amei a matéria !!!! Bjs
Anna Maria Badaró, artista plástica