Absoluta

15/07/20 Vacina dos pets

Apesar da pandemia, é essencial manter em dia cartão de vacinação do seu animal

Assim como nós, os animais de estimação também precisam ser vacinados. Um dos fatores mais importantes para o cuidado é que a vacinação é responsável por manter a saúde e o bem esta dos bichinhos e seus tutores, pois algumas das doenças que as vacinas protegem são transmissíveis aos seres humanos.
Conforme explica a médica veterinária Tatiane Manzano,para garantir a saúde dos pets, é necessário que as vacinas sejam aplicadas seguindo o calendário de vacinação, inclusive a que protege contra o coronavirus canino, em caráter não obrigatório.
Durante a pandemia de Covid-19, para evitar a disseminação da doença e manter o necessário afastamento social, os hospitais veterinários vem oferecendo atendimento em domicílio. Neste sentido, Tatiane ressalta a importância de manter o calendário de vacinas dos pets em dia. “Prevenir é sempre a melhor opção, por isso as vacinas são de extrema importância para fazer com que os animais de estimação tenham uma vida longa e saudável. Essa é a primeira medida para que o filhote possa conviver com outros animais e com o mundo exterior. A vacinação é um dos principais cuidados relacionados a posse responsável”, afirma.
Para os tutores que perderam a data prevista para a vacinação, a médica avisa: “Dependendo do tempo de atraso da vacina do pet, o ideal é fazer exames que mostrem o quanto o animal está imunizado, para decidir qual o melhor protocolo e ser utilizado”.
Ela aponta que os protocolos são diferentes para cães e gatos. As vacinas de cães são as polivalentes (V8 ou V10) que imunizam contra: Cinomose, Hepatite Infecciosa Canina, Parvovirose, Coronavirose, Adenovirose, Parainfluenza Canina e Leptospirose. Esta vacina, além da anti-rábica, são de caráter obrigatório. Há ainda outras vacinas que não são de obrigatórias, como a que previne doenças como Giardia, Gripe Canina e Leishmaniose - vacinação extremamente útil quando o cão mora em uma região endêmica para a doença.
Para os gatos, estão disponíveis a a anti-rábica, a vacina quádrupla, que imuniza contra Panleucopenia, Calicivirose, Rinotraqueíte e Clamidiose; e a quíntupla que protege contra todas as anteriores mais a Leucemia Felina.
O esquema de vacinação pode variar de acordo com o orientações do médico veterinário, mas em geral é o seguinte:

Cães filhotes - Entre 6 e 8 semanas, primeira dose da vacina polivalente (V8 ou V10), com intervalo de 3 semanas entre cada dose, totalizando 4 doses. A partir de 12 semanas, dose única de vacina anti-rábica. A partir de 16 semanas, primeira dose de giárdia e gripe com intervalo de 3 semanas entre cada dose, totalizando 2 doses. Leishmaniose, primeira dose, com intervalo de 3 semanas entre cada dose, totalizando 3 doses. Depois, o animal deve ser submetido a doses únicas anuais de reforço.

Cães adultos - Primeira dose de vacina polivalente (V8 ou V10), com intervalo de 3 semanas entre cada dose, totalizando 3 doses, mais dose única de anti-rábica. Se o tutor desejar realizar as vacinas de caráter não obrigatório, elas são intercaladas entre a polivalente e aanti-rábica. Após esta fase, o animal deve ser submetido a doses únicas de reforço, anualmente.

Gatos filhotes - Entre 6 e 8 semanas, primeira dose da polivalente (quádrupla ou quíntupla) com intervalo de 3 a 4 semanas entre cada dose, totalizando 3 doses. A partir de 12 semanas, dose única da vacina anti-rábica. Depois, o animal deve ser submetido a doses únicas anuais de reforço.

Gatos adultos
- Primeira dose da polivalente (quádrupla ou quíntupla), com intervalo de 3 a 4 semanas entre cada dose, totalizando 3 doses, mais dose única de anti-rábica. Após esta fase, o animal deve ser submetido a doses únicas de reforço, anualmente.

O tutor deve ficar atento, pois há algumas contra-indicações para as vacinas. “O que é preconizado é que o animal esteja saudável. Animais que no cio, em gestação ou lactentes, que estejam tomando medicações como antibióticos ou anti-inflamatórios, recém operados também não devem ser vacinados. Por isos é fundamental que somente médicos veterinários apliquem as vacinas, pois este profissional irá avaliar o pet antes de cada vacinação”, ressalta a médica veterinária.
Uma das grandes preocupações de quem tem animais de estimação é o estresse gerado durante a vacinação. O conselho de Tatiane é que os tutores conversem com o veterinário sobre o comportamento do animal. “Em geral, para cães de pequeno porte, solicito que tutor que segure no colo, como de costume, e aplico a vacina. No caso dos cães de grande porte, é possível aplicar a vacina com o pet no chão, com o tutor segurando firme a guia. Quando necessário maior segurança tanto do médico veterinário, como do tutor, recomendo o uso de focinheiras”.
Os felinos também merecem atenção especial no momento da vacinação. “Os gatos são os que mais se estressam, mas hoje já existem muitas técnicas de “cat friendly”, aponta a veterinária. Entre as estratégias, estão usar música ambiente para acalmar os gatos, consultórios exclusivos para gatos, fazer carinho no ouvido, entre outras. “Dessa maneira, na maioria das vezes, fazer a aplicação da vacina é bem mais tranquilo”, comenta.
 


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