19/10/17 Paixão por atuar

Bate-papo exclusivo com o ator campineiro Felipe Hintze

Na nova temporada de “Malhação”, ele é o vilão Moqueca. Por trás das câmeras, ele é Felipe Hintze, jovem campineiro que tem conquistado cada vez mais espaço no mundo da dramaturgia. Seu trabalho mais marcante foi como Eziel na novela de sucesso da Globo, “Verdades Secretas”. Felipe também participou da versão em espanhol da série “Supermax Internacional”, como um dos únicos brasileiros a serem escalados para participar, junto com Laura Neiva. 
Atualmente, ele se divide entre as gravações de “Malhação” e as apresentações da peça “O senhor das moscas”, em cartaz na capital paulista. Absoluta bateu um papo com o ator, que só tem lembranças boas da sua infância e adolescência em Campinas, cidade onde sua família ainda mora.  

Absoluta: Até quantos anos você morou em Campinas? Você vem sempre à cidade?
Felipe Hintze:
Morei até os 18 anos. Depois fui para São Paulo estudar teatro. Volto pra Campinas sempre que eu posso. Amo minha cidade! 

A: Sua família continua morando aqui?
FH: Sim! A família toda.

A: Em que colégio estudou? Quais os lugares que mais gostava de frequentar por aqui?
FH: Na infância estudei no colégio Renovatus e, na adolescência, no Colégio Objetivo Barão Geraldo. Adoro o Cambuí e os shoppings Iguatemi e D. Pedro.

A:
Do que mais sente falta da cidade?
FH: Da calmaria, silêncio. Meus pais moram um pouco afastados da cidade e eu gosto muito desse clima tranquilo.

A: Como surgiu a vontade de se tornar ator?
FH: Eu sempre quis ser ator, desde pequeno. Acho que fui influenciado pela minha mãe, que sempre levou eu e minha irmã ao teatro.

A: Como iniciou a carreira?

FH: Meu primeiro trabalho foi com a peça “A Toca do Coelho”, dirigida pelo Dan Stulbach com Reynaldo Gianecchini e Maria Fernanda Cândido. Eu fiz um teste com mais de 400 concorrentes. Foi uma experiência fantástica.

A: TV ou teatro? Qual a sua paixão?

FH: Os dois! Não consigo escolher. Amo atuar, não importa o veículo.

A: Quais as principais diferenças entre trabalhar e morar no interior e trabalhar e morar em uma grande cidade, como São Paulo?

FH: Acredito que as oportunidades. Em São Paulo, pro meio artístico, acredito que tenha mais oportunidades de trabalho. Campinas tem muito potencial na aérea cultural, mas falta investimento. 

A: A primeira vez que você atuou com atores famosos, foi com o Reynaldo Gianecchini, na peça “A Toca do Coelho”. Como foi a experiência?
FH: Fantástica! Até hoje eu tenho contato com esse elenco. Construímos uma relação muito boa. Ficamos um ano em cartaz com a casa sempre cheia. O texto era muito bonito. 

A: Qual a diferença entre atuar na série Supermax, (internacional) e trabalhar em “Malhação”?

FH: A língua, pois no Supermax tive que atuar em espanhol. Os dois produtos são bem diferentes, o Supermax é uma série, uma obra aberta, assim recebemos todos os capítulos de uma vez, você sabe pra onde o seu personagem vai. A Malhação é uma novela, uma obra aberta. Você vai descobrindo ao longo do trabalho o rumo que o seu personagem vai tomando.

A:
Atualmente, como você faz para conseguir conciliar seu trabalho na novela Malhação com na peça “Senhor das Moscas”?
FH: É uma loucura boa. Geralmente, eu gravo no Rio durante a semana e nos finais de semana que faço a peça em São Paulo. É uma delicia poder conciliar esses dois trabalhos. Adoro que eles conversam com o mesmo publico.

A: Em “Malhação”, você faz um personagem de caráter duvidoso. É a sua primeira vez interpretando um “vilão”? Como você se preparou? Quais são os desafios?

FH: Sim! Ele é totalmente diferente de mim. O que me incentiva muito. É como um desafio. É muito gostoso fazer algo totalmente diferente.

A: Você se inspira em algum ator ou atriz em especial? Se sim, qual e por quê?

FH: Em tantos!! Vejo tudo o que o Wagner Moura faz, acho ele um gênio. Ricardo Darin é outro. Fernanda Montenegro, Jonah Hill. Também me inspiro muito no Dan Stulbach, que é meu amigo. Ele é um ator incrível que consegue passar pela televisão, teatro e cinema com muita qualidade artística. Também é engajado em trabalhos sociais, trabalha com entretenimento e como radialista. É um artista completo. 

A: Algum personagem específico que você gostaria de interpretar? Por quê?

FH: Gostaria de trabalhar com humor. Há um tempo eu venho namorando fazer comédia, mas por enquanto vem me parecendo trabalhos dramáticos. Porém, eu sempre gostei de comédia. Sei que em algum momento vou fazer humor. Algo me puxa pra esse lado.

A:
Como você administra suas redes sociais? Gosta de estar ativo e conversar com o seu público?
FH: Muito! Sempre respondo quando posso as pessoas no meu Instagram (@felipehintze), é uma forma de interagir com o público.

A: Em algumas entrevistas, você diz que a televisão precisa de mais pessoas com o seu perfil, atuando em novelas. Explique melhor o que quer dizer com isso.
FH: Eu acredito que uma forma de combater preconceitos na sociedade é representatividade. É bom quando você se vê representado na televisão, por isso que eu defendo que as “minorias” tenham mais espaço na dramaturgia e na televisão! 
 
A: Quais os conselhos para as pessoas que têm interesse em ingressar neste mundo, mas não se encaixam no padrão de beleza que costumamos ver nas telas?
FH: Seja você mesmo. E nunca tente se encaixar em um padrão de beleza. Se você for talentoso, você vai conseguir! Estude muito e nunca desista!

A: E um conselho geral para quem deseja seguir carreira de ator no Brasil?

FH: Estudar sempre. É uma carreira difícil, mas muito prazerosa.

A: Quais os planos para o futuro?

FH: Continuar atuando. Sempre.
  
Confira alguns momentos da carreira de Felipe, em nossa galeria.
 
 


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Querida Betty, obrigada pela revista online, adorei ler as boas novidades de Campinas. Beijos de nós da Alemanha 
Lúcia Hinz, Atelier Hinz

No momento em que Absoluta completa a 100ª edição, transmito minha mensagem de saudação e cumprimentos a Betty Abrahão e a sua dinâmica e qualificada  equipe, que souberam fazer da revista um instrumento agradável de informação, cultura e entretenimento. Um ponto de encontro no desencontro do dia-a-dia, pois como dizia Vinícius, “A vida é a arte do encontro, embora existam tantos desencontros pela vida”. Absoluta, no agitado dia-a-dia de nossos tempos, acabou se transformando em um interlocutor inteligente e sensível, trazendo à sociedade da região metropolitana de Campinas, tudo o que acontece de relevante nas multifacetadas áreas do conhecimento humano e da produção científica. Arte, cultura, lazer, política, moda, gastronomia, viagens, saúde, se conectam para fazer da revista um campo fértil de diversidade, como plural é, ou deve ser, a vida da gente.  Essa conexão tem, contudo uma marca que a distingue de todas as outras revistas e assinala a sua autenticidade como veículo de comunicação. O toque de humanismo e delicadeza que se sente no seu folhear, no perpassar de suas entrevistas e reportagens e especialmente no respeito à memória, quando Betty reproduz, de forma gratificante, parcela da obra de seu tio, o competente e saudoso jornalista, Jamil Abrahão, sob cujas penas e lentes se registraram pessoas e  momentos importantes da vida pública  e privada da terra de Carlos Gomes, Campos Sales e que também é orgulhosamente nossa.  No centésimo aniversário, e cem é um número de consagração, os nossos parabéns e os votos de que a revista continue tendo longa vida na contribuição inegável que traz às velhas e novas gerações com informações e valores.  E oxalá que o Absoluta de seu batismo continue significando, como tem significado na sua trajetória, plenitude, diversidade e grau máximo de intensidade, marca das salutares paixões de seus protagonistas, no caso, bem resolvidas em nosso benefício. Grande abraço
Jamil Miguel 

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