21/03/19 Projeto Everest

Alpinista Rodrigo Raineri divulga escalada como esporte olímpico

O alpinista Rodrigo Raineri, que é o único brasileiro a ter escalado como guia as sete mais altas montanhas dos sete continentes e que também formou com Vitor Negrete a única dupla brasileira a ter escalado a temida face sul do Acongágua (uma das escaladas mais difíceis do mundo), acaba de lançar o Projeto Everest 2019, que terá início no dia 24 de março quando ele embarca para o Nepal. Com a iniciativa, ele vai encarar um desafio inédito em sua carreira: ao atingir o cume do Everest, o alpinista fará um vôo solo de parapente do topo à base, um feito jamais realizado e registrado por outros alpinistas; além disso, aproveitará a oportunidade para divulgar e incentivar a prática da escalada esportiva como esporte olímpico. Para completar, Raineri celebra seus 50 anos de vida durante a expedição.
O Projeto Everest 2019 vai ser dividido em 5 fases: a primeira delas é a chegada à cidade de Catmandu no Nepal, seguindo para a cidade de Pokara para a realização de vários vôos de treinamento de parapente. Na segunda fase, Raineri fará um trekking de aproximadamente dez dias até a base do Monte Everest. A terceira fase do projeto engloba a etapa de aclimatação, quando o alpinista sobe e desce parte da montanha várias vezes para a adaptação do corpo à altitude e também uma etapa de descanso numa área mais baixa com menor altitude. Na quarta fase do projeto, que é a etapa de maior expectativa, o alpinista fará o ataque ao cume do Everest e o vôo solo inédito de parapente. E na quinta e última fase, Raineri encerra a expedição e retorna ao Brasil.
“Um dos objetivos do Projeto Everest 2019 é divulgar e incentivar a prática da escalada esportiva, que passa a ser oficialmente considerada um esporte olímpico nos Jogos de Tóquio em 2020. Além disso, sou adepto e praticante da modalidade Hike and Fly, e a realização do vôo solo inédito de parapente na montanha mais alta do mundo é algo que sempre sonhei em colocar em prática para superar novos limites e dificuldades”, conta o alpinista.
As vivências em pontos extremos do planeta e a liderança exercida em momentos difíceis bem como o treinamento e a gestão de riscos, renderam a Raineri uma bagagem valiosa, que ele compartilha com o público por meio de palestras realizadas em empresas, escolas e universidades e através de duas obras publicadas: o livro “No Teto do Mundo” e o livro “Imagens do Teto do Mundo”.
Especialista em conduzir e orientar pessoas que sonham em se desafiar na prática do montanhismo, Raineri já liderou expedições para o Monte Everest (três vezes no cume até o momento), localizado entre o Nepal e o Tibet na Ásia e conhecida como a maior montanha do mundo e de extrema dificuldade (8.848m); para o Aconcágua na Argentina (seis vezes no cume), que além de ter guiado diversas expedições pela sua rota normal, também escalou em pleno inverno e pela desafiadora Face Sul (6.962m); para o Denali no Alasca, também conhecido como McKinley (6.194m), o Kilimanjaro (duas vezes), cercado pelas belezas naturais da Tanzânia (5.895m); para o Maciço Vinson na Antártica (4.892m), para o selvagem e remoto Carstensz na Oceania, que coloca a expedição em contato com tribos preservadas (4.884m) e por fim, para o Monte Elbrus (5.642m) na Rússia.


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