Absoluta

14/05/20 Você é ansioso?

Em novo livro, Luiz Felipe Pondé discorre sobre a ansiedade

Antes da pandemia do novo coronavírus parar o mundo e fazer as pessoas moldarem a rotina, redefinirem prioridades e sofrerem com as incertezas e o medo, Luiz Felipe Pondé já percebia a ansiedade como uma das questões mais preocupantes e inquietantes da nossa era. Enquanto finalizava seu último livro, e o vírus se espalhava mundo afora, o autor teve a comprovação de que a ansiedade havia se tornado um marco da nossa época. Em "Você é ansioso? - Reflexões contra o medo", publicado pela Editora Planeta, o pensador elabora um ensaio sobre a era da ansiedade, analisando como o comportamento e a cultura têm produzido e lidado com esse novo paradigma e apontando possíveis formas de lidar com a questão.

"Somos todos apanhadores no campo de centeio". A frase que abre o livro faz referência à obra "O apanhador no campo de centeio", de J.D. Salinger (1951), cujo protagonista e narrador, Holden Caulfield, tornou-se símbolo ao mesmo tempo da rebeldia e vulnerabilidade juvenil. Para Pondé, ele é um "paradigma da sensação nascente de ansiedade entre adolescentes nos anos 1950. (...) Trata-se de um romance sobre o sentimento de que o mundo parece ridículo e sem sentido". O filósofo explica que a fonte essencial para afirmar que existe uma ansiedade espalhada pelo mundo é o fato de que a ansiedade é verdadeira. "E se somos todos ansiosos, temos razão para sermos". 

Pondé transfere parte da responsabilidade da forte carga da ansiedade em nossa sociedade para a ‘hiperinformação’. "A acessibilidade carrega a ansiedade como um parasita incubado, é um carrier como se diz em inglês. Cidadãos informados são ansiosos, este é um traço essencial da dialética da ansiedade em sua relação com o aumento na qualidade da informação e do conhecimento", ele defende. O livro pretende, antes de tudo, reconhecer as fontes imediatas da ansiedade em nossa era, como redes sociais e internet, avanço na medicina, maior longevidade, emancipação feminina e suas consequências, disseminação das práticas psicoterápicas de estilo coaching, instrumentalização das relações, instabilidade do futuro da democracia, dissolução da família em geral e obsessão com a alimentação. Apesar disso, o objetivo do livro não é apontar ‘métodos infalíveis’ para lidar com a questão. "Talvez uma das melhores formas de enfrentar a ansiedade seja aceitar que jamais a venceremos e que o que nos humaniza é o fracasso", defende ele.

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Wilson Mello
 

 

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