31/01/18 Auto-abandono

Desleixo possui causas bem mais complexas do que se imagina

A busca pela validação de nossas qualidades pela aprovação de outros, seja ela no relacionamento, no qual apenas uma das partes se doa, ou no trabalho, em que não nos sentimos devidamente reconhecidos, onde, ao final do dia nos sentimos cansados, perdidos, esgotados e lesados pela vida, são apenas alguns dos comportamentos negativos de milhares de pessoas que se sentem derrotadas diante das suas próprias expectativas, o que acaba desencadeando a falta de cuidado consigo mesmo, conhecida por desleixo.
Este comportamento é apenas uma pequena amostragem dos maus tratos que provocamos em nós quando nos rejeitamos, pois nossos pensamentos estão repletos de definições do que não somos e da falta de percepção do que somos. Simplesmente nos abandonamos e nem notamos. Como consequência, nos condenamos a ter como companheira diária a insatisfação com o próprio corpo, com o meio social ao qual fazemos parte e a com a carreira, submetendo todo nosso potencial a um mero fazedor de tarefas para os outros.
Cláudia Deris, coach de carreira e liderança explica que não ter projetos de vida e não desenvolver metas é, literalmente, desperdiçar todas as energias e habilidades em ações que não nos darão retorno algum. "Olhar para si e se priorizar em nada tem a ver com egoísmo, ou narcisismo. Olhar para si é exercitar o amor próprio e pedir licença para o respeito alheio. Respeito este que só ocorre quando nos respeitamos primeiro. Volte para sua casa, faça uma faxina emocional, delete o que em nada te agrega, defina suas prioridades e tenha coragem para apropriar-se de suas preferências e de seus sonhos. Explore, conheça, assuma e admire a singularidade de ser quem é", orienta.


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No momento em que Absoluta completa a 100ª edição, transmito minha mensagem de saudação e cumprimentos a Betty Abrahão e a sua dinâmica e qualificada  equipe, que souberam fazer da revista um instrumento agradável de informação, cultura e entretenimento. Um ponto de encontro no desencontro do dia-a-dia, pois como dizia Vinícius, “A vida é a arte do encontro, embora existam tantos desencontros pela vida”. Absoluta, no agitado dia-a-dia de nossos tempos, acabou se transformando em um interlocutor inteligente e sensível, trazendo à sociedade da região metropolitana de Campinas, tudo o que acontece de relevante nas multifacetadas áreas do conhecimento humano e da produção científica. Arte, cultura, lazer, política, moda, gastronomia, viagens, saúde, se conectam para fazer da revista um campo fértil de diversidade, como plural é, ou deve ser, a vida da gente.  Essa conexão tem, contudo uma marca que a distingue de todas as outras revistas e assinala a sua autenticidade como veículo de comunicação. O toque de humanismo e delicadeza que se sente no seu folhear, no perpassar de suas entrevistas e reportagens e especialmente no respeito à memória, quando Betty reproduz, de forma gratificante, parcela da obra de seu tio, o competente e saudoso jornalista, Jamil Abrahão, sob cujas penas e lentes se registraram pessoas e  momentos importantes da vida pública  e privada da terra de Carlos Gomes, Campos Sales e que também é orgulhosamente nossa.  No centésimo aniversário, e cem é um número de consagração, os nossos parabéns e os votos de que a revista continue tendo longa vida na contribuição inegável que traz às velhas e novas gerações com informações e valores.  E oxalá que o Absoluta de seu batismo continue significando, como tem significado na sua trajetória, plenitude, diversidade e grau máximo de intensidade, marca das salutares paixões de seus protagonistas, no caso, bem resolvidas em nosso benefício. Grande abraço
Jamil Miguel 

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Elisabet Zaccagnini

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