04/06/18 Greve dos caminhoneiros

Os impactos a longo prazo no bolso dos brasileiros

A greve dos caminhoneiros impactou diretamente a economia do País, principalmente no setor alimentício e de combustível. Os valores dos alimentos subiram drasticamente, a exemplo da batata que teve um aumento de até 400% no atacado, assim como o tomate, a cebola e as hortaliças. Nos postos de combustíveis, o que já estava caro ficou ainda pior – em alguns estados o preço alcançou R$ 9,99/litro.
E quem pagou a conta de tudo isso? A população que, emocionada e aflita com o momento, correu para os postos para abastecer o carro e aos supermercados para estocar alimento. De fora, a impressão era de estarmos em guerra nacional.
De acordo com o professor, contabilista e administrador Carlos Afonso, a “lei da oferta e da procura” nunca se fez tão presente. “Se existe escassez, o preço aumenta. Se a oferta é grande e a procura é baixa, o preço tende a diminuir”, explicou ele, que também é escritor do livro “Organize suas finanças e saia do vermelho”.
Tudo na prateleira aumentou de preço e trouxe o amargor para o bolso das pessoas, sobretudo, daquelas que vivem com o orçamento doméstico limitado. Se maio foi caótico, é preciso se preparar pois até metade de junho, este cenário não terá mudanças. Os preços deverão voltar a normalidade, após a segunda quinzena deste mês. “Mesmo com o fim da paralisação dos caminhoneiros, levará um tempo para os preços caírem. Além disso, para abaixar o preço do diesel, o governo terá de buscar recursos em outras fontes, o que possivelmente, será em impostos de outros produtos”, alertou Carlos.
Mas ele apazigua a situação e lembra que com um bom planejamento é possível reorganizar as contas e, mesmo com os preços excessivos, é possível fechar o mês no azul. “É muito cedo para avaliarmos quais impactos da greve serão sentidos no nosso bolso em longo prazo, mas o que parece é que eles certamente ocorrerão, por isso, agora mais do que nunca é necessário controlar seu orçamento doméstico com unhas e dentes”, explicou o professor, que fornece dicas de como passar por este momento sem ter problemas financeiros. Confira:

Planejamento: é importante rever todo o planejamento financeiro, cortar alguns gastos que não são necessários. Tenha, de forma bem clara, qual a receita para o mês e o quanto você pode gastar. “É hora de ficar de olho nas suas contas”, alertou Afonso.

Evite desperdício: sabemos que ir ao mercado é algo imprescindível, porém, antes de sair comprando diversos produtos, veja o que realmente está faltando no armário para evitar desperdícios. “Resista ao ‘efeito manada’! Não é porque o supermercado começou a reabastecer seus produtos que você precisa comprar imediatamente.  Neste momento é recomendado que a compra do mês seja feita mais para frente, quando tudo já estiver funcionando normalmente”, salientou.

Pesquise:
a boa e velha pesquisa nunca sai de moda para aqueles que pretendem economizar e organizar sua vida financeira, principalmente em tempos de crise como este. “É necessário pesquisar bastante. E se mesmo assim o preço estiver muito elevado: não compre! Seja criativo e busque produtos que possam ser substituídos, a fim de que o impacto no seu orçamento pessoal seja o menor possível”.

Combustível:
para economizar no combustível e não precisar enfrentar filas quilométricas com preços absurdos, tenha alguns cuidados com o carro, tais como: evitar ligar o ar condicionado e funções que aumentem o gasto da gasolina, álcool, diesel etc. Atente-se a velocidade... Quanto maior o giro do motor, maior o consumo. “Ande em velocidade moderada e você terá um rendimento extraordinário”.

Acalme-se: o país está em processo de normalização, mas demorará um pouco. Não aja por impulso ou na emoção da situação. “O atual período requer certa dose de nervos de aço. Porém, mantenha-se firme e resista”, finalizou Carlos Afonso.
 


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Parabéns pelo incrível trabalho desta revista! 
Juliana Perna

No momento em que Absoluta completa a 100ª edição, transmito minha mensagem de saudação e cumprimentos a Betty Abrahão e a sua dinâmica e qualificada  equipe, que souberam fazer da revista um instrumento agradável de informação, cultura e entretenimento. Um ponto de encontro no desencontro do dia-a-dia, pois como dizia Vinícius, “A vida é a arte do encontro, embora existam tantos desencontros pela vida”. Absoluta, no agitado dia-a-dia de nossos tempos, acabou se transformando em um interlocutor inteligente e sensível, trazendo à sociedade da região metropolitana de Campinas, tudo o que acontece de relevante nas multifacetadas áreas do conhecimento humano e da produção científica. Arte, cultura, lazer, política, moda, gastronomia, viagens, saúde, se conectam para fazer da revista um campo fértil de diversidade, como plural é, ou deve ser, a vida da gente.  Essa conexão tem, contudo uma marca que a distingue de todas as outras revistas e assinala a sua autenticidade como veículo de comunicação. O toque de humanismo e delicadeza que se sente no seu folhear, no perpassar de suas entrevistas e reportagens e especialmente no respeito à memória, quando Betty reproduz, de forma gratificante, parcela da obra de seu tio, o competente e saudoso jornalista, Jamil Abrahão, sob cujas penas e lentes se registraram pessoas e  momentos importantes da vida pública  e privada da terra de Carlos Gomes, Campos Sales e que também é orgulhosamente nossa.  No centésimo aniversário, e cem é um número de consagração, os nossos parabéns e os votos de que a revista continue tendo longa vida na contribuição inegável que traz às velhas e novas gerações com informações e valores.  E oxalá que o Absoluta de seu batismo continue significando, como tem significado na sua trajetória, plenitude, diversidade e grau máximo de intensidade, marca das salutares paixões de seus protagonistas, no caso, bem resolvidas em nosso benefício. Grande abraço
Jamil Miguel 

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