Absoluta

21/09/20 Relacionamentos abusivos

Saiba quais os tipos e como agir diante deles

Estudos revelam que 3 em cada 5 mulheres já viveram um relacionamento abusivo, mas que não é só na relação homem mulher que isso acontece. O abuso pode ocorrer de diversas formas: de pai para filha, de filho para pai, de filha para mãe, entre casais homoafetivos, entre outros.

Mas o que são relacionamentos abusivos?

São aqueles em que há vítima e agressor e acontece a partir do momento em que alguém tenta dominar o outro fisicamente ou por artifícios psicológicos e emocionais. Neste momento, o relacionamento deixa de ser saudável e pode, inclusive, evoluir para um relacionamento doentio e perigoso, resultando em crimes passionais, por exemplo.

O agressor tende a querer dominar tudo o que for possível na vida da outra pessoa; tentando controlar as amizades, o modo de se vestir, o uso do celular e das suas redes sociais. O abuso dentro de um relacionamento não se restringe à violência física, mais fácil de ser detectada seja no meio familiar ou social, mas ele existe sempre que há a violência psicológica, mais difícil de identificar, e cujo manejo é bem mais complexo e demorado. Em qualquer situação mas, principalmente, através do abuso psicológico, o agressor obtém poder sobre a outra pessoa, usando de controle e manipulação emocional.

Segundo a psiquiatra e psicoterapeuta junguiana Aline Machado Oliveira, uma das primeiras coisas que um agressor faz em um relacionamento abusivo, é destruir a autoestima da outra pessoa. Ela explica que a autoestima da vítima é afetada drasticamente e pode ser destruída quando o agressor usa de jogos psicológicos com frases de acusação como: “Ela faz isso porque quer” ou “Ela sempre foi assim, só está se fazendo de vítima” , a fim de manipular a realidade.

A vítima torna-se a culpada pela agressão sofrida e aceita isso como verdade. Desta maneira, passa a ter uma percepção distorcida de si. Vai se tornando mais oprimida, mais passiva e pode se tornar completamente impotente, pois foi convencida pelo agressor de que ela está errada e é a culpada pelos problemas no relacionamento.

A chantagem emocional é um artifício muito usado para a manipulação e, geralmente, é de difícil identificação. O chantagista conhece os pontos fracos da vítima e se utiliza de sentimentos como o medo e a culpa para manipulá-la e alcançar os seus objetivos. Também é preciso observar que nem sempre o manipulador tem consciência de que pratica a chantagem emocional.

O chantagista vai levar a outra pessoa a fazer o que ela não quer fazer; aqui o abusador se faz de vítima para manipular a vontade do outro. Frases como: “Se você não fizer isso, nunca mais vou perdoar você”, funcionam como punição e colocam a vítima sob a ameaça da culpa. Notemos que o sentimento de culpa na chantagem emocional é facilmente colocado como uma via de mão dupla; no caso do chantagista usar de falso arrependimento, puxando para si toda a culpa, mas ao mesmo tempo se dizendo arrependido e fazendo promessas de não voltar a cometer o erro, ganhando a confiança da outra pessoa para usá-la depois, até mesmo em outra ocasião.

Embora sejam mais conhecidos e tratados, os relacionamentos abusivos em que a vítima é a mulher e o agressor o homem, esse tipo de situação vai muito além e envolve pais e filhos, relacionamentos homoafetivos, relacionamentos entre patrões e empregados, relações de amizades, entre outros, ou seja, o relacionamento abusivo não se resume exclusivamente entre um casal em que a vítima é sempre a mulher, ainda que esse seja o caso mais recorrente, ao menos o mais registrado.

Hoje em dia, é bem mais comum a violência doméstica quando a mãe ou o pai é vítima de filhos adolescentes que, muitas vezes, usam de agressão física. Mas não para por aí. Além das agressões físicas, o abuso psicológico e a manipulação também se fazem presentes nestes casos. Ocorrem comumente a chantagem emocional e a agressão verbal. Acusações como: “Você acabou com a minha vida” ou “Você só me faz passar vergonha”, são apelativas e até teatrais. A falta de imposição de limites nos filhos desde a infância, levam os pais a sofrerem esse tipo de problema doméstico, e não sabendo como agir, acabam cedendo. 

Desde a infância, o papel de autoridade dos pais se perde pela dominação dos filhos. A situação mais conhecida e explorada é a inversa, o abuso dos pais contra os filhos e, nesse caso, a violência física acaba sendo a mais comum.

A vida social é inerente ao ser humano e as relações de trabalho, estudo e lazer fazem parte do nosso dia a dia e nem sempre podemos escolher com quem trabalhamos ou estudamos. Em qualquer dos casos, os relacionamentos abusivos começam da mesma forma: xingamentos e gritos, humilhações e violência psicológica, envolvendo manipulação e controle. Não é fácil sair de um relacionamento abusivo, ainda mais quando já é um relacionamento de longa data. A pessoa que é vítima precisa de ajuda profissional para auxiliá-la a identificar o problema e superá-lo, principalmente quando esses relacionamentos deixam traumas mais profundos e que afetam uma ou mais áreas da vida.

Os relacionamentos são sempre um desafio e para serem saudáveis é preciso impor limites ao outro e entender que nós também precisamos de limites. Isto implica, inclusive, saber lidar com as relações quando detemos alguma posição de poder, explica Aline. Aprender a dizer não é necessário, e saber aceitá-lo também.

Se você se identificou com as situações citadas, procure ajuda profissional. Não desista de você!
 


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A revista está linda. Se não for pedir demais adoraríamos ter uma cópia para nosso arquivo. 
Luiz, Lar do Velhinhos de Campinas

Isabelle, acabei de receber a revista, ficou demais, a capa esta poderosa. Parabéns a você e para Betty. Beijos
Mauricio von Zuben

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