15/05/17 Ranger involuntário

Entre muitos problemas, bruxismo pode causar tensão nos músculos da mastigação

O bruxismo é um distúrbio do sono caracterizado pelo ranger involuntário dos dentes de madrugada. De acordo com o especialista em cirurgia buco-maxilo-facial, Bruno Chagas, as principais consequências deste problema, de maneira geral, são noite mal dormida, tensão nos músculos da mastigação e uma forte dor de cabeça ao acordar, causadas por arcada dentaria irregular e mordidas cruzadas, mas também por transtornos de ansiedade e práticas de esporte de alto rendimento.“É importante saber que os dentes não são sempre os causadores do problema. Tudo começa com uma superativação do sistema nervoso central, que aumenta a atividade alfa do cérebro. Isso eleva a frequência cardíaca, que estimula a musculatura mastigatória e, por fim, reflete no ranger enquanto dorme”, explica o especialista.
Chagas ressalta que não se pode afirmar a existência de um perfil típico dos portadores de bruxismo, porém, quem sofre de ansiedade e estresse lidera o “tipo mais comum” na lista dos pacientes. “Geralmente, os portadores são adultos tensos, hiperativos, agressivos e com personalidade compulsiva”, cita o cirurgião. Ele também revela os estragos mais sérios causados pelo distúrbio: “Podem ocorrer dores intensas musculares e na articulação da mandíbula, sonolência, fadiga e cansaço durante todo o dia, além da perda progressiva dos ossos que sustentam os dentes, o que é grave”, explica. “Nos casos mais severos, há um travamento mandibular, que impede o movimento da mandíbula”, completa.
Os sintomas são a principal ferramenta de diagnóstico. Contudo, é preciso averiguar outros fatores agregados às causas e, assim, fazer uma identificação precisa do que está acontecendo.  “Hoje em dia, é quase indispensável fazer uma polissonografia, na qual são analisados fatores como os potenciais elétricos da atividade cerebral, os batimentos cardíacos, o esforço respiratório, a saturação de oxigênio no sangue e a atividade muscular craniofacial. Juntos, esses elementos ajudam a identificar o problema", defende o cirurgião.
Por fim, é importante lembrar que, por ser considerado um distúrbio crônico persistente, o bruxismo não tem cura. Sendo assim, os especialistas, ao tratarem os pacientes, utilizam técnicas e tratamentos que têm a função de atenuar os sintomas e tornar a convivência com o distúrbio um pouco mais amena, evitando danos maiores no dia a dia. 


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