29/10/18 Psoríase

Apesar de não ter cura, ela pode ser controlada

A psoríase é uma doença autoimune, inflamatória e crônica. Apesar de não ser contagiosa, o aspecto das lesões faz com que, muitas vezes, os pacientes sofram preconceitos. Para esclarecer a população sobre suas características, foi criado o Dia Mundial da Psoríase, que é comemorado hoje, dia 29 de outubro. Estimativas apontam que, apenas do Brasil, cerca de 5 milhões de pessoas são portadoras da doença, que acomete pele e articulações.
De acordo com a dermatologista Daniela Bellucci, os tratamentos da psoríase estão evoluindo e, apesar de ela não ter cura, é possível tratar os sintomas. “A pessoa consegue levar uma vida normal, com os sintomas controlados. Mas o tratamento precisa ser contínuo, mesmo quando não há sintomas”, explica.
De forma geral, os tratamentos podem ser divididos em quatro grupos. Para os casos mais leves, são utilizados medicamentos tópicos, como cremes, géis e shampoos. Nos casos moderados e graves, são indicados medicamentos sistêmicos e a fototerapia, que modula o sistema imunológico da pele. Caso não seja possível este tipo de tratamento, são indicadas medicações tradicionais. Há, ainda, o tratamento com medicamentos imunobiológicos, que são considerados a última etapa do tratamento. “Eles costumam ter ótimos resultados e são indicados quando o paciente não responde aos tratamentos anteriores. O problema desses medicamentos é o custo, mas alguns já são encontrados em farmácias de alto-custo ou fornecidos por convênios médicos”, explica a dermatologista.
De acordo com Daniela, é muito importante que a pessoa procure ajuda de um dermatologista logo nos primeiros sintomas para que seja feito um diagnóstico e iniciado o tratamento. “Como os sintomas são visíveis, é comum que os pacientes sofram preconceitos, principalmente, porque muitas pessoas acham que é transmissível e evitam o contato”, afirma a dermatologista.
“Alimentação saudável e exercício físico também são fortes aliados no tratamento. Além disso, o tabagismo e a obesidade podem piorar as lesões”, destaca a dermatologista. Outro aspecto muito importante para controlar a doença é evitar o estresse. “Apesar de o estresse não causar a doença, ele pode desencadear os sintomas. Exercícios físicos também podem ajudar no tratamento, já que tendem a desestressar o paciente”, comenta.
Entre os sintomas mais comuns da psoríase, estão as manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas, pele ressecada e rachada, coceira, queimação, dor, inchaço e rigidez nas articulações, unhas grossas e descoladas, entre outros.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a psoríase é causada por fatores genéticos, imunológicos e ambientais e, frequentemente, está associada a artrite psoriática, doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, diversos tipos de cânceres e distúrbios do humor.
Há vários tipos de Psoríase. A mais comum é a em placas ou vulgar, em que o paciente apresenta placas secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas. Essas placas causam coceira e até dor, dependendo do caso. “Como há vários tipos diferentes da doença, é fundamental uma avaliação dermatológica para a indicação do melhor tratamento. Hoje a medicina conta com medicamentos modernos e eficientes que chegam ao desaparecimento completo das lesões”, reforça Daniela
 


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