07/01/19 Falta de proteção

Mais da metade dos brasileiros não protege os olhos do sol

No verão, a maioria dos brasileiros protege a pele do sol, mas só 45% protegem os olhos. Isso é o que mostra um levantamento feito pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, com 814 pessoas, na faixa etária de 25 a 65 anos. E o que é pior – muitos dos que protegem os olhos podem estar usando óculos vencidos. Testes em laboratórios ópticos comprovam que o filtro UV nas lentes se desgasta com o tempo. A estimativa é de que, em média, a validade do filtro expira em dois anos, mas pode ocorrer antes, dependendo do tempo de exposição à radiação. Significa que quem trabalha ao ar livre o dia todo deve trocar os óculos a cada ano. O médico alerta que a visão começa a sofrer a ação da radiação ultravioleta ainda na infância. Isso porque crianças passam três vezes mais tempo ao ar livre do que os adultos. Além disso, até os 10 anos, o cristalino é completamente transparente e permite que 75% da radiação penetre na retina.

Índice perigoso
Durante o ano todo nossos olhos devem ser protegidos do sol, mas no verão a necessidade é ainda maior porque a radiação atinge índices extremos. Apesar disso, o especialista ressalta que uma criança não deve usar óculos de sol o tempo todo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) preconiza que os olhos devem ser protegidos com lentes que contenham filtro sempre que a radiação ultrapasse o índice de seis. Por isso, o médico explica que a recomendação de se expor ao sol durante trinta minutos antes da 10 horas é uma importante dica para preservar a visão das crianças. Na dúvida sobre o índice de radiação neste período da manhã, os olhos das crianças com até 10 anos de idade devem ser protegidos apenas com viseira, bonés ou chapéu que filtram até 50% da radiação UV. Isso porque a visão é moldada até esta idade e o estímulo visual de cores, formas e brilho contribuem para a perfeita moldagem que está associada à capacidade de aprendizado.

Doenças causadas pelo sol
O oftalmologista afirma que as principais doenças causadas pela radiação UV (ultravioleta) não aparecem de imediato. O sol tem efeito cumulativo sobre os olhos. A falta de proteção ou o uso de uma lente escura sem filtro permitem que uma quantidade maior de radiação UV penetre no globo ocular, aumentando em até 60% o risco de contrair catarata, que torna o cristalino do olho opaco. A diminuição da luz no globo ocular faz a pessoa enxergar tudo embaçado até a completa perda da visão, caso não seja tratada. O único tratamento para catarata é a cirurgia que substitui o cristalino opaco por uma lente intraocular.
Outras doenças oculares causadas pela exposição ao sol sem proteção são o pterígio e a degeneração na macula, parte central da retina responsável pela visão de detalhes.
Queiroz Neto afirma que muitas pessoas confundem pterígio com catarata. Ele explica que o pterígio é um espessamento leitoso da conjuntiva, membrana incolor que cobre a parte branca do globo ocular e a superfície interna das pálpebras. A doença é uma reação de defesa contra o ressecamento provocado pela radiação UV. Ela surge no canto do olho e cresce em direção à córnea. É portant, umas alteração externa ao contrário da catarata, que é interna. Segundo o especialista,  no início, o pterígio pode ser tratado com pomadas antiinflamatórias, mas quando começa a atrapalhar a visão deve ser retirado através de uma intervenção cirúrgica ambulatorial.
Segundo o médico, a degeneração macular é a perda irreversível da visão central. “Nossos olhos podem ser comparados a uma máquina fotográfica. A oftalmologia ainda não troca o filme dessa máquina que corresponde à retina”, afirma.

Cuidado com óculos de camelô
Queiroz Neto ressalta que em um painel do qual participou no INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial), a análise de seis diferentes marcas de óculos apontou conformidade de proteção das lentes, enquanto a análise de lentes sem procedência não indicou a proteção de 100% do UV. O problema é que um levantamento da Abióptica (Associação Brasileira da Indústria Óptica) aponta que 4 em cada 10 pessoas optam por óculos de sol falsificados.

Como escolher
Poucos brasileiros sabem, mas óculos de boa procedência têm código de certificação de qualidade que pode ser encontrado na embalagem, garantia ou hastes. O código do Brasil é NBR ISO 15111; da Europa EN 1836:2005; Inglaterra BS EN 1836:2005; EUA ANSI Z87.1-2003; Austrália e Nova Zelândia AS/NZS 1067:2003.
Embora a cor da lente não influa na proteção UV, o oftalmologista destaca que bons óculos escuros ajustam a quantidade de luz que chega aos olhos sem alterar a visibilidade. Para o dia a dia, a dica do médico é usar lentes âmbar ou marrom, que permitem boa visão de contraste e profundidade, além de reduzirem reflexos. Para dirigir em dias nublados, recomenda lentes cinza que melhoram a visão de contraste. Para surfistas e praticantes de outros esportes aquáticos, ele ensina que as cores de lente mais recomendadas são a rosa e a púrpura, porque melhoram a visão de contraste em fundos verdes ou azuis. No lusco-fusco do entardecer, a dica são as lentes amarelas, que reduzem o ofuscamento provocado pela luz dos faróis. Além da cor, o oftalmologista recomenda dar preferência para os óculos maiores, que protegem a pele ao redor dos olhos, evitando manchas e câncer de pele nas pálpebras, além de modelos fechados nas laterais por onde também passa radiação.
 


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Absoluta. Uma publicação que traz a ousadia em seu nome e mostrou ao que veio. Poucas podem usar esse nome com tanta propriedade. Parabéns pelo excelente trabalho realizado nestes anos de muitas conquistas, dedicados à promoção e desenvolvimento da nossa região. Sucesso e longa vida a quem promove de forma única o melhor da Grande Campinas. Parabéns!
Beto Tozi

 

Betty querida, Ameiiiiiiii a revista inteira, mas, sem dúvidas, estou babando pela Carol e Murillo. Te agradeço por ter perpetuado esta relação, através do registro maravilhoso feito pela revista. Absolutamente demais!!! Murillo está em congresso na Argentina e vai babar, no seu regresso. Estou enviando para a Carol, em Santa Maria da Serra. Beijo no coração
Sandra Almeida