18/05/19 Longevidade

Ser feliz é essencial para o envelhecimento saudável

Um dos remédios fundamentais para uma longevidade saudável é a felicidade. De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade, elaborado em parceria com a ONU, o Brasil caiu 16 posições no ranking global da felicidade entre 2015 e 2019, ocupando a 32ª posição de 156 nações. Para a geriatra Ana Catarina Quadrante, a sensação de felicidade está atrelada a diversas condições de saúde e bem-estar, ou seja, idosos mais saudáveis são mais felizes e vice-versa.
“Há vários estudos observacionais que correlacionam a felicidade e sensação de bem-estar com melhor saúde física entre idosos. Felicidade e bem-estar estão ligados à menor incidência de doença coronariana e de acidentes vasculares encefálicos, entre outras doenças”, explica a médica.
Um dos exemplos é a pesquisa britânica The English Longitudinal Study of Aging (Estudo inglês de longevidade), que analisou 3200 pessoas e constatou que os indivíduos com mais de 60 anos que se sentiam mais satisfeitos com a vida apresentavam menor comprometimento na realização das atividades de vida diárias.
Segundo informações do IBGE, a expectativa de vida está em ascensão, o último levantamento mostra que ela se aproxima dos 80 anos em estados como Santa Catarina (79,1), Espírito Santo (78,2), Distrito Federal e São Paulo (ambos com 78,1). Os demais estados também registraram alta nos índices nos últimos anos e a estimativa é que os números aumentem ainda mais e que os idosos busquem cada vez mais atividades que promovam autoestima, bem-estar e, claro, felicidade.
Muitos são os fatores que promovem essa sensação positiva, como ser ativo e se sentir útil, aproveitar a vida, realizar sonhos, conviver com familiares e amigos, fazer planos para o futuro e investir em qualidade de vida.
O atual cenário tem proporcionado muitos atrativos para esse público, desde a universidade para idosos, até programas de esportes específicos, eventos, programas de viagens e residenciais com toda estrutura e cuidados.

O que traz felicidade aos idosos
O aumento da expectativa de vida, principalmente, nas capitais brasileiras, não indica apenas que a qualidade de vida melhorou nos últimos anos, mas também revela que o perfil de idoso é outro em relação há 20 anos atrás. As mudanças não se referem apenas ao estereótipo, e sim, ao modo de encarar essa fase da vida. O estudo do SPC mostra que o público idoso valoriza a experiência como meio para alcançar a felicidade. Por isso, entre os principais planos e desejos estão: aproveitar a vida com a família e amigos e viajar pelo Brasil e pelo mundo, ao contrário dos mais jovens, que têm desejos atrelados ao consumo.
Ana Catarina cita que resultados similares foram apontados no estudo da Harvard Study of Adult Development. A pesquisa mostra que para a longevidade sadia o fator convívio social é mais importante do que o sucesso e acumulo de capitais. “A satisfação com relacionamentos próximos (com familiares, amigos e comunidade) está ligada à saúde. Os mais felizes e satisfeitos com seus relacionamentos eram os mais saudáveis”, resume a geriatra.
Já a importância de fazer planos, além de trazer ânimo para o idoso, também estimula o lado cognitivo, trabalhando a memória. Por exemplo, planejar uma reforma, um evento, viagens ou a realização de atividades em comum com pessoas de mesma faixa etária contribuem para a socialização, conhecimento, acolhimento e para a felicidade.

A influência da atenção na felicidade
Mesmo com o novo panorama de envelhecimento, muitas pessoas têm dificuldade em reconhecer a disposição do idoso para realizar atividades. Associam a figura dele à fragilidade e acreditam que restringir atividades é a melhor saída. Só que é preciso avaliar essa condição já que envolve questões emocionais e racionais.
Por exemplo, a falta de estimulo às atividades físicas e mentais, cursos e convívio social aliados à impossibilidade de dar a devida atenção contribuem para os sentimentos de solidão e tristeza resultando em casos de depressão e no desenvolvimento de outros problemas demenciais. “Idosos lúcidos, em geral, querem exercer sua autonomia, ou seja, sua capacidade de decisão. É importante que eles possam escolher como viver, de um modo que continue dando sentido às suas vidas. Ter interesses, sonhos e desafios mantêm mente e corpos ativos, ajudando na manutenção da saúde. Retirar do idoso as decisões, os conflitos e desafios, empobrece suas vidas e pode contribuir para o adoecimento”, finaliza a médica.

 


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