25/06/19 Erisipela

Como se prevenir da doença que pode levar à amputação de membros e até à morte

A erisipela, comum nesta época mais fria, começou a preocupar muita gente depois que alguns famosos divulgaram o problema na mídia.
A infecção é causada pelas bactérias Streptococcus pyogenes, do grupo A, e Haemophilus influenzae, do tipo B, que penetram no corpo por meio de ferimentos na pele motivado por picadas de insetos, frieiras ou micoses. As pernas e os pés são, em geral, a região mais atingida. As bactérias entram pela pele ou mucosa ferida e disseminam-se pelos vasos linfáticos, podendo atingir o tecido subcutâneo e o gorduroso.
De acordo com o dermatologista José Jabur da Cunha, a erisipela é mais comum nesta época do ano devido às temperaturas mais baixas, quando o corpo fica coberto por roupas mais grossas e pés abafados em calçados sem ventilação, o que causa aumento da umidade e favorece a proliferação de fungos.
"A maior parte das bactérias que causam a erisipela é comum e está até mesmo na nossa pele, mas elas se aproveitam dessas 'portas de entrada', que são os ferimentos que não receberam os devidos cuidados de higiene. As situações mais sérias da doença acometem pessoas com baixa imunidade, como é o caso dos idosos, dos diabéticos fora de controle, das pessoas com sobrepeso, colesterol alto e alterações linfáticas que já tiveram a doença no passado e dos indivíduos em tratamento de quimioterapia", alerta o médico.
A erisipela é identificada quando há o aparecimento de íngua, que é o aumento dos linfonodos, também chamados de gânglios linfáticos; dor na região da virilha — caso a ferida seja nos pés, na região das axilas ou nas mãos; febre alta acima de 38,5 graus, tremores, vômitos, mal-estar geral e dores nos músculos. A lesão na pele é brilhante e vem acompanhada de rubor (vermelhidão) e edema (inchaço). Em alguns casos, formam-se bolhas ou feridas – um sinal de necrose dos tecidos.
O dermatologista explica que, geralmente, o tratamento da erisipela é feito em casa, com antibióticos orais e anti-inflamatórios, por cerca de 10 a 15 dias, além de limpeza do ferimento. A resposta é mais rápida quando é ministrada penicilina por via intramuscular (benzetacil). Em casos mais graves, a internação hospitalar pode ser necessária para a administração de uma combinação de antibióticos na veia, contribuindo para melhorar as condições gerais do paciente.
"Vale ressaltar que, durante o tratamento, os pacientes precisam se afastar de atividades físicas e fazer repouso com as pernas para o alto. O tratamento deve ser levado a sério, já que possíveis complicações da doença podem ocasionar amputação de pernas e dedos e levar até à morte", alerta o dermatologista da Clínica Altacasa, enfatizando que é imprescindível buscar auxílio de um médico para o tratamento eficaz e fugir de qualquer tipo de tratamento caseiro, que pode piorar o quadro infeccioso. "E em muitos casos, o uso dos antibióticos deve ser repetido periodicamente para evitar as erisipelas de repetição", explica Jabur.
Embora menos frequente, a erisipela pode aparecer também no rosto, associada à dermatite seborreica.

Previna-se contra a doença:
- Enxugue bem os vãos entre os dedos dos pés para evitar a proliferação de fungos. Eles podem provocar lesões por onde penetrará a bactéria causadora da erisipela;
- Varie o calçado que você usa no dia a dia para não facilitar o desenvolvimento de micoses e outras condições que podem lesionar a pele e abrir caminho para as bactérias;
- Siga rigorosamente o tratamento prescrito para evitar as crises de repetição. Mal controlada, a erisipela pode ter consequências graves;
- Controle o diabet es e o colesterol;
- Tente manter o peso nos limites recomendados;
- Não se automedique; ao perceber os sintomas iniciais da erisipela, procure assistência médica para diagnóstico e tratamento;
- Use meias elásticas para reduzir o edema das pernas.


 


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Maravilhosa cobertura da Feijoada da Hípica.
Vera Marcelino

Parabéns a toda a equipe! Que revista linda, chic, inteligente e deliciosa de ser lida!  Bjs a todos e todas, em especial para a minha cara amiga Betty.
Sandra Almeida