13/02/20 Câncer de pele

Afinal, o sol é

O câncer mais comum no mundo é o de pele, e representa cerca de 33% de todos os tipos de tumores. Só no Brasil estão estimados, para este ano, 176.930 novos casos, sendo 83.770 em homens e 93.160 em mulheres, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). A grande dúvida é: Como buscar a vitamina D no sol com segurança?
Segundo o oncologista Vinícius Corrêa da Conceição, devemos ter em mente que o equilíbrio e bom senso são fundamentais para tirarmos o melhor proveito dessa fonte inigualável de energia sem comprometer nossa saúde.

“O sol é fundamental em vários processos metabólicos do nosso organismo, como na ativação e produção do calcitriol (forma ativa da vitamina D), que além de regular a saúde óssea também influencia em algumas reações enzimáticas relacionadas a chamada homeostase ou equilíbrio do nosso corpo. No entanto, os mesmos raios solares que são fundamentais a manutenção da nossa saúde, também estão associados a uma série de danos na pele, como envelhecimento precoce, aparecimento de manchas e rugas e o tão temido câncer de pele”, explica o médico.

O fato é que precisamos de vitamina D ativa para regular diversas funções do organismo. Segundo o especialista, a exposição solar é necessária para a produção dessa vitamina tão importante. “O problema está na exposição excessiva ao sol ao longo da vida que vai causando danos na pele com lesões no DNA da célula, o que aumenta a chance do aparecimento do câncer. E engana-se quem acha que a exposição ao sol durante os fins de semana, na piscina ou praia seja o único inimigo. O sol do dia a dia, quando saímos de casa para o trabalho, supermercado, shopping, também causa danos”, afirma.

Mas como equilibrar a necessidade de se expor ao sol, evitando os danos nocivos que os raios UVA e UVB podem causar? As principais recomendações do oncologista é a exposição ao sol por 10 a 15 minutos ao dia para as pessoas de pele clara e de 30 a 40 minutos para as pessoas de pele negra (lembrando que as pessoas de pele negra têm mais dificuldade em produzir vitamina D). “Essa exposição deve ser antes das 9 horas da manhã ou após as 16 horas. O ideal é que seja sem o uso de protetor solar em alguma parte do corpo, idealmente nos braços ou pernas”, recomenda Vinícius.

Outra recomendação do médico é que a exposição seja direta, sem interposição de vidros ou janelas. “O vidro das portas ou janelas bloqueia em parte a passagem dos raios UVB, necessários à vitamina D. Mas, como vivemos em um país tropical com grande incidência de raios solares na maior parte do ano, as chances de deficiência de vitamina D são menores e, portanto, os cuidados com a pele para prevenção do câncer e do envelhecimento precoce devem ser lembrados”, afirma o médico.

Entretanto, ele salienta que deve-se ter muito cuidado com os excessos de vitamina D, que podem causar sérios problemas no organismo. “Na área médica, muito tem se discutido sobre a suplementação em excesso dessa vitamina que vem causando uma corrida muitas vezes desenfreada por níveis cada vez mais elevados no sangue nem sempre de forma adequada. E um dos danos, é calcificação dos rins, podendo levar, inclusive, a uma parada de seu funcionamento. Por isso, como tudo na vida, a palavra chave é equilíbrio. Devemos estar em contato com o sol e os raios UVA e UVB para manutenção de nossa saúde, mas esse contado deve se dar de forma regrada para que possamos tirar o melhor proveito daquilo que a natureza nos fornece gratuitamente evitando os excessos ou modismos”, finaliza o especialista.
 


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