Absoluta

03/03/20 Mulheres têm mais risco de perder a visão

Vida longa, stress, variações hormonais e anticoncepcional são os vilões

As mulheres têm o sistema imunológico forte, são resistentes à dor e vivem mais que os homens. Mas têm mais risco de perder a visão. De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, a perda da visão é mais frequente nas mulheres, e o pior é que a deficiência visual está crescendo no mundo todo. Segundo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), de forma global a cegueira e deficiência visual grave já atingem 2,2 bilhões de pessoas no mundo.

Miopia
A boa notícia é que, segundo a OMS, mais de um bilhão desses deficientes podem ser recuperados com um simples par de óculos ou pela cirurgia de catarata. Queiroz Neto esclarece que de todos os vícios refrativos, a miopia, dificuldade de enxergar à distância é o que mais cresce. Isso porque os trabalhos em ambientes fechados e as atividades próximas ao celular ou computador favorecem a progressão do grau. Ele destaca que entre crianças esta evolução pode ser barrada com mais atividades ao ar livre, que estimulam a produção da dopamina, um neurotransmissor capaz de interromper o crescimento do olho que caracteriza a miopia. “O uso de telas digitais por crianças deve ser de, no máximo, 2 horas ininterruptas” avisa. Em adultos, a única terapia para interromper a progressão da miopia que pode causar descolamento da retina e glaucoma se não for barrada, são as lentes de contato noturnas que aplanam a córnea e permitem enxergar bem sem óculos durante o dia.

Vida mais longa e stress
Queiroz Neto ressalta que um dos fatores que provoca maior perda da visão entre mulheres é o envelhecimento. Este é o principal fator de risco para desenvolver catarata, a maior causa de cegueira tratável no mundo, que torna o cristalino opaco e tem como único tratamento a cirurgia. Neste caso, a intervenção consiste em substituir o cristalino por uma lente intraocular transparente. Adiar a cirurgia torna a operação mais perigosa porque dificulta a extração da catarata. Além disso, o stress da dupla jornada de trabalho pode antecipar o envelhecimento celular. “Isso ocorre devido a formação de radicais livres que aceleram o envelhecimento”, pondera. Outra doença decorrente do envelhecimento é a degeneração macular, que afeta a porção central da retina, responsável pela visão de detalhes. Por isso a recomendação do médico é que a partir dos 40 anos, as pessoas consultem um oftalmologista anualmente.

Variações hormonais
O médico explica que as variações hormonais relacionadas ao ciclo menstrual, gestação e menopausa também têm influência na refração e produção do filme lacrimal. A lágrima protege o olho das agressões externas, mantém a lubrificação da porção externa e a transparência da córnea, lente externa do olho. “É por isso que, para cada homem, três mulheres sofrem com olho seco. A deficiência severa de lágrima pode causar cicatrizes na córnea, uma importante causa de deficiência visual” explica.

Anticoncepcional
Queiroz Neto alerta que mais da metade das mulheres diabéticas que chegam ao consultório não apresentam um bom controle da glicemia. Para este grupo, a OMS recomenda interromper o uso da pílula anticoncepcional e só voltar a usar quando o diabetes estiver bem controlado. Neste período, a recomendação é pelo uso do DIU, dispositivo intrauterino, que evita a perda da visão por alterações na retina.
Outro estudo mostra que o uso da pílula anticoncepcional por mais de 10 anos aumenta o risco de contrair glaucoma. "A doença dificulta o escoamento do líquido que preenche o globo ocular e provoca a degeneração das células do nervo óptico que são irrecuperáveis. Por isso, mulheres que já tomam pílula há 10 anos devem consultar o oftalmologista anualmente", avisa.

 

 


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