Absoluta

11/08/20 Meu filho não fala, e agora?

Saiba o que pode estar por trás disso

Uma das maiores expectativas dos pais, em relação aos filhos, é com o aprendizado da linguagem falada. É unânime. Todos os pais almejam ver seus filhos balbuciarem as primeiras palavras. 

Um assunto importantíssimo, motivo de consulta com pediatras, fonoaudiólogos e, principalmente, com neurologistas infantis, é sobre o atraso de fala. Mas é preciso saber, de fato, se trata de um atraso ou um desvio da fala.

Para esclarecer melhor esse assunto, a neurologista infantil Gladys Arnez explica que o atraso da fala é quando a criança não atinge a quantidade e a qualidade de palavras esperada para a idade que tem. Isso pode acontecer por diversos motivos, que vão desde uma falha na audição, passando por alterações do neurodesenvolvimento, como as deficiências intelectuais e o próprio autismo. Já o desvio é a fala disfuncional, quando não dá para compreender o que a criança está querendo dizer. Outras causas também envolvem os distúrbios específicos de linguagem ou apraxia da fala, que acontece quando a criança sabe o que quer dizer, mas seu cérebro falha ao planejar a sequência de movimentos para produzir os sons.

“A ecolalia pode ser um sinal de autismo, e é um distúrbio de desenvolvimento de fala e linguagem; quando a criança repete o que ela mesma fala ou o que o interlocutor fala, seja a mãe, o pai ou alguém da família, que convive com a criança. Por exemplo, quando alguém fala a palavra “água”, a criança repete “água”, como um eco. A criança pode repetir qualquer coisa que ela ouvir, ela pode também ficar repetindo uma única palavra o tempo todo”, diz Gladys.

Não podemos esquecer, principalmente hoje em dia, de falar dos malefícios causados não só para a fala, mas para o desenvolvimento geral da criança, que é a exposição excessiva às telas eletrônicas, associada à falta de estimulação, principalmente para os menores de 2 anos de idade.

A médica conta que é bastante comum mães chegarem ao consultório muito preocupadas com estes sinais, perguntando: meu filho é autista?, ao que ela esclarece nçao ser possível saber de imediato se a criança é ou não portadora de autismo.

Ela explica que cada caso precisa ser avaliado por um neurologista, junto com um fonoaudiólogo e uma equipe interdisciplinar, porque é preciso fazer uma avaliação minuciosa. "É necessária uma investigação completa, para se fazer um plano de intervenção para essa criança. E quanto antes melhor", avalia.

De acordo com Gladys, os pais não devem acreditar quando alguém disser que seu filho é preguiçoso e por isso não fala, ou que toda criança tem o tempo certo para falar. "Não acredite nessas inverdades. Com um ano de vida a criança já consegue falar duas ou três palavras além de “mamãe” e “papai”. Com um ano e seis meses ela já consegue falar mais de dez palavras além de nomes de pessoas. Com dois anos, a criança já tem um vocabulário com mais de cinquenta palavras; ela consegue formar frases com duas ou três palavras. Com três anos ela já superou todas essas etapas. Com quatro, essa criança já deve falar muito bem. Quanto mais rápido você procura ajuda para o seu filho, a vida dele será melhor, porque ele conseguirá desenvolver aquilo que está precisando”, orienta.

Ela afirma que, como médica, é preciso pensar nos dois grupos de causadores desse atraso; pode ser uma causa neurológica, de fato, ou pode ser uma causa ambiental. "No caso de causa neurológica, temos os transtornos de desenvolvimento, por exemplo, 40% das crianças com TDAH podem ter um atraso de fala. Transtornos cognitivos como deficiência intelectual, pode ter um atraso de fala. Às vezes a criança tem uma lesão estrutural por isso é necessária uma investigação por parte do neurologista, para saber se a criança tem uma lesão ou uma disfunção neurológica", avisa.

Além disso, a neurologista explica que em se tratando de causas ambientais, é preciso pensar na prematuridade, no pré-natal; se foi bem feito ou se teve alguma intercorrência no período, no parto; se a mãe teve um trabalho de parto prolongado, se a criança teve asfixia, se faltou oxigênio no cérebro do bebê. Se houve causas infecciosas no período neonatal; meningite, toxoplasmose, herpes. "Podem haver muitas causas infecciosas durante o neonatal que não foram diagnosticadas ou que não foram bem tratadas", explica a médica, que aconselha aos pais que procurem um profissional para investigar o que está acontecendo e quais medidas devem ser tomadas.


Assine nossa Newsletter













Considero esta revista de altíssimo valor agregado para pessoas inteligentes, conectadas e de bom gosto, não somente da RMC mas, do Brasil! 
Luiz Zabotto 

Gente !!!! A revista Absoluta está um espetáculo !!!! Conteúdo para agradar gregos e troianos, social chiquérrimo e internacional, dicas sensacionais, impressão de alto nível, matérias interessantíssimas !!!!! Bárbara !!!!!! Cada vez gosto mais !!!!! Vi nascer, crescer e hoje curto a sua maturidade editorial !!!!! Parabéns, equipe absoluta !!!!Parabéns, queridas Betty Abrahão e Isabelle Sabbatini !!!!! Parabéns, redatores nota 10 !!!!!!! Anna Maria Badaró 

Entre em contato agora mesmo!


Desejo receber as novidades