Absoluta

28/10/20 Obesidade

Estudo aponta que um quarto dos adultos brasileiros são obesos

A obesidade já pode ser considerada uma epidemia no Brasil. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2019 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em outubro desse ano, 26,8% da população brasileira com mais de 20 anos sofre com o problema. “A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal. Define-se um indivíduo como obeso quando este apresenta índice de massa corporal (IMC) maior que 30, sendo que as principais causas para esse problema incluem uma alimentação desbalanceada, principalmente rica em açúcar e gorduras, e o sedentarismo, ou seja, a falta de prática regular de atividades físicas”, explica a médica nutróloga e professora Marcella Garcez. A proporção de pessoas com excesso de peso na população com 20 anos ou mais de idade é de 61,7%.

Dessa forma, a obesidade pode ser considerada um problema de saúde pública, visto que oferece uma série de riscos à saúde, cabendo ao governo investir em campanhas de conscientização sobre os perigos que o acúmulo excessivo de gordura corporal pode causar. “Por exemplo, a obesidade é um fator de risco para o aumento do colesterol e doenças cardiovasculares, pois o excesso de gordura favorece o acúmulo de placas de colesterol nas artérias coronárias responsáveis por irrigarem o coração, aumentando a predisposição para condições como hipertensão, infarto, insuficiência cardíaca e tromboembolismo”, alerta a médica. “Estar acima do peso também pode sobrecarregar os rins, o que, somado ao aumento da pressão arterial, faz com que o órgão perca progressivamente suas funções, deixando de filtrar o sangue e produzir hormônios, o que causa, consequentemente, a doença renal crônica.”

A Diabetes tipo 2 é outra doença frequentemente associada à obesidade, visto que o abuso de açúcar e carboidratos, além de favorecer o ganho de peso, faz com que o organismo se torne resistente à insulina, o que causa a condição. “A doença hepática gordurosa não alcóolica é outra doença comumente observada em pessoas obesas, sendo caracterizada pelo acúmulo de gordura nas células do fígado, o que, se não tratado, pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares, esteatoepatite, além de levar à fibrose e ao desenvolvimento de cirrose hepática”, diz a nutróloga. “Além disso, pessoas obesas também possuem maiores chances de desenvolver câncer, já que o acúmulo de gordura estimula a produção de hormônios envolvidos no desenvolvimento de células cancerígenas.”

No entanto, é possível investir em cuidados que ajudem a prevenir e combater o problema para a manutenção de uma boa saúde, sendo a adoção de uma alimentação saudável e balanceada o melhor método para evitar o ganho de peso excessivo. “Evite consumir junk foods e alimentos industrializados e ricos em sal, açúcar e gorduras. No lugar, aposte na ingestão de frutas, verduras, legumes, grãos, alimentos integrais e carnes magras”, aconselha Marcella. “Incluir atividades físicas na rotina é outra boa maneira de afastar os diversos problemas de saúde relacionados ao sobrepeso. O ideal é que você pratique exercícios físicos pelo menos três vezes por semana, de preferência caminhadas, corridas, natação e ciclismo, que estão entre as práticas mais simples e eficientes para o controle do peso”, completa a médica.

Mas, caso você já sofra com obesidade, o ideal é consultar um médico nutrólogo. “Evite a todo custo receitas milagrosas para emagrecer e dietas extremamente restritivas encontradas na internet, já que, além de não serem realmente eficazes no emagrecimento, essas mudanças drásticas nos hábitos alimentares, como restrição de grupos alimentares e diminuição de calorias e refeições, podem oferecer riscos à saúde quando realizadas sem acompanhamento médico”, alerta a especialista. “O médico especializado é capacitado para prescrever um plano de emagrecimento e combate à obesidade realmente eficaz e saudável, levando em conta as necessidades e características de cada indivíduo”, afirma.

O médico poderá recomendar ainda um tratamento multidisciplinar, incluindo, por exemplo, a realização de um exame genético para potencializar a eficácia do acompanhamento nutrólogico “Estima-se que de 40 a 70% da variação na suscetibilidade à obesidade e perda de peso seja determinada pelos genes. O tipo genético de cada organismo ajuda a explicar o motivo de diferentes pessoas ganharem ou perderem peso de forma distinta mesmo seguindo uma dieta igual e praticando a mesma quantidade de exercícios físicos. Logo, conhecer as alterações genéticas de cada indivíduo e basear-se nos genes para elaborar uma abordagem nutricional personalizada é extremamente interessante para ajudar a controlar o peso corporal, diminuir o risco de obesidade e otimizar a perda de peso”, explica o geneticista Marcelo Sady, pós-doutor em genética. “O laudo do exame de nutrigenética fornece justamente informações detalhadas sobre o seu DNA e genes de cada pessoa, que podem ser interpretadas pelo médico nutrólogo para que as recomendações de dieta, nutrição e prática de atividade física sejam específicas para as necessidades e características de seu organismo, auxiliando assim na otimização do controle do peso e na prevenção de doenças. A partir do momento em que entendemos as alterações genéticas que possuímos, podemos realizar mudanças pontuais em nossos hábitos para balancear a ação dos genes e garantirmos a manutenção de nossa saúde”, finaliza o especialista.


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Continuem com essa qualidade, o próprio nome já diz: ABSOLUTA!!! Adorei! Bacio al cuore de todos os responsáveis.
Silvia Santos 

Parabéns pelo incrível trabalho desta revista! 
Juliana Perna

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