50 anos da Faculdade de Ciências Médicas

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A Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp completa 50 anos em 2013. No último domingo, 20 de maio o auditório da FCM foi palco da aula magna “Saúde e educação médica”, proferida pelo médico cardiologista Adib Jatene. Este evento marcou a abertura das comemorações do Jubileu de Ouro da faculdade, que se encerram em maio do próximo ano. Além da aula magna, foi lançado durante o evento o logotipo comemorativo dos 50 anos, um site retrospectivo e a programação do Jubileu de Ouro.

A data para a abertura das comemorações tem uma razão histórica. Em 1946, por iniciativa do jornalista Luso Ventura, do jornal Diário do Povo, a cidade de Campinas iniciou uma campanha para a instalação de uma faculdade de medicina. Em 1963, a Faculdade de Medicina de Campinas foi autorizada a funcionar provisoriamente, nas dependências da Maternidade de Campinas, ainda em construção. Em abril do mesmo ano foi realizado o primeiro vestibular, para o qual se inscreveram 1.592 candidatos para as 50 vagas existentes.

Em 20 de maio de 1963, foi ministrada a aula magna inaugural, no Teatro Municipal de Campinas, proferida pelo general Amaury Kruel. Esta data marca, oficialmente, o funcionamento da Faculdade. Presentes à aula, os professores Ernesto D´Ottaviano, Walter August Hadler, Carlos Eduardo Negreiros de Paiva, Oswaldo Vital Brazil e José Lopes de Faria, além de alunos, pais e representantes ilustres de Campinas.

Em 1965, a Faculdade de Medicina firmou acordo com a Santa Casa de Misericórdia de Campinas e para lá se transferiu, onde permaneceu até 1985. Em pavilhões, no interior deste hospital beneficente, foram criados departamentos, enfermarias, ambulatórios e serviços. Todo e qualquer espaço disponível foi sendo adaptado e utilizado; desde os vãos embaixo das escadas aos mezaninos. Com o tempo, prédios na região da Santa Casa tiveram que ser alugados e agregados, e, atividades em locais mais afastados também foram incorporadas, como os Postos de Saúde da cidade, o Centro de Saúde Escola de Paulínia e o Sanatório Cândido Ferreira, em Sousas.

Conforme conta o professor do Departamento de Tocoginecologia da FCM, João Luiz Pinto e Silva, aluno da segunda turma do curso de medicina, “abrigada nos tímidos espaços do edifício da Maternidade de Campinas, à época ainda em construção, e até 1986 nos prédios da Santa Casa de Misericórdia, à Rua Benjamim Constant – quando então se mudou definitivamente para a Cidade Universitária – desenrolou-se a história bem sucedida daquela que seria o embrião inspirador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ambas instituições que, em tempo muito curto, se transformaram em referência de qualidade da educação universitária brasileira”.

“A comemoração festiva do aniversário da FCM neste momento do seu jubileu de 50 anos, faz parte da obrigação permanente de resgatar a memória e as lembranças daqueles muitos que se constituíram em referência na sua construção, quebrando a tradição do esquecimento, e absorvendo as lições da história, para o compromisso de seu vistoso futuro”, diz Pinto e Silva.

 

 

 

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