Banco de células-tronco

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, desenvolveu uma técnica que resultou em um banco inédito de células-tronco embrionárias do país.

Estudo realizado pelos pesquisadores do Laboratório de Genética criou uma técnica que permite obter grandes quantidades de células extraídas do dente de leite, tornando-as capazes de gerar qualquer célula e tecido do corpo humano.

A ideia é que elas sejam usadas no desenvolvimento de novos tratamentos para doenças motoras, imunológicas, na regeneração de ossos e nervos, na reconstrução de músculos, cartilagem e enfermidades psiquiátricas.

Os últimos testes em animais mostraram que as células não possuem nenhum efeito colateral quando comparadas à biofármacos e a outras drogas. Com a eficiência comprovada, os pesquisadores desenvolveram um banco para criação e armazenamento de células-tronco, que possui capacidade para 6.000 amostras. Essa quantidade é suficiente para tratar até 100 pacientes cada, o que torna o Instituto Butantan autossuficiente na produção e certificação das células-tronco. “Esse processo biológico coloca o Brasil num patamar mais elevado da ciência mundial, consolidando nossa capacidade de inovação e pesquisa”, explica Irina Kerkys, geneticista do Instituto Butantan.

A expectativa dos pesquisadores é que os testes em humanos sejam realizados dentro de cinco anos.

 

 

 

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