Campinas em 2022

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Previsões para o futuro existem aos montes, mas projetos encaminhados são poucos. Na segunda-feira, dia 26, um encontro reuniu importantes nomes como o arquiteto Jaime Lerner, João Lins e Hazem Galal, da PriceWaterhouseCoopers, Luiz Eduardo de Bovi, diretor da IBM, e o economista Roberto Troster, para discutir o futuro da cidade de Campinas e as perspectivas para os próximos 12 anos.

Durante o encontro, foi apresentada a segunda versão do Guia de Investimento e dos Indicadores de Competitividade de Campinas (ICC) em que traz informações como fotos e mapas para possíveis projetos e investimentos, além de informações sobre lazer, cultura, meio ambiente e infraestrutura. Totalizam 16 mil dados estatísticos sobre a cidade nas áreas de saúde, educação, segurança, transporte público, tecnologia, desenvolvimento intelectual, além de lazer, cultura, qualidade de vida e meio ambiente.

“Estamos vivendo o momento da vinda do TAV para a cidade e a ampliação do Viracopos, ou seja, temos que nos preparar para ser um centro logístico de excelência, um centro aeroportuário. Esta é a cidade de Campinas hoje, com todas as suas vocações. E temos que garantir que ela tenha condições de se desenvolver – de forma planejada – ainda mais”, afirmou o prefeito Hélio de Oliveira Santos.

Durante a palestra do Jaime Lerner, o arquiteto apresentou diversos exemplos de projetos que foram desenvolvidos ou que estão em andamento em várias cidades brasileiras e de outros países. “Campinas tem uma condição logística excepcional, tem gente qualificada e só precisa avançar mais em qualidade de vida, que é o que está fazendo. Acredito que a cidade está no caminho certo”, completou.

Para o pesquisador da PwC, Hazem Galal, os gestores das cidades do futuro devem se preocupar com questões como globalização, transparência, migração, sistemas e-Gov, modificações climáticas e a cooperação entre as esferas. “Essa visão tem que ser validada com uma análise macroeconômica e depois a cidade tem que construir capacidades internas e em termos de liderança, marca, gestão financeira e de projetos, investimentos em recursos humanos, parcerias. E por fim, começar organizar os investimentos nas áreas dos sete capitais, como infraestrutura, capital social, intelectual, cultura, lazer e meio ambiente”, explicou.

Por fim, para o economista da FIPE, Roberto Troster, também é preciso observar quatro pontos essenciais quando se discute o futuro de uma cidade: globalização, tecnologia, capital humano e sustentabilidade. “Hoje, não basta somente gerir uma cidade. Campinas é privilegiada neste sentido, já que apresenta boa logística, capital humano, é um polo de tecnologia e tem se preocupado com a sustentabilidade”, disse.

 

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