Campinas informatizada

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Na tarde de quinta-feira, dia 29 de julho, foi apresentado pelo prefeito da cidade, Hélio de Oliveira Santos, o Sistema de Geoprocessamento do Município de Campinas (Sigcamp). O objetivo é centralizar dados e informações sobre a cidade, a fim de melhorar a eficiência nos serviços e viabilizar com mais rapidez ações em benefício da população.

Anteriormente, os dados se resumiam apenas a uma base cartográfica feita com fotos aéreas de 2005, e utilizada pela Sanasa. O cadastro físico, territorial e ambiental estava armazenado em cerca de 1,2 milhão de fichas de papel.

"Temos que estar sempre aprimorando nossas ações, principalmente com a utilização de tecnologia inovadora, para promover cada vez a melhoria da qualidade de vida da população", ressaltou o prefeito. O Sigcamp é um instrumento importante que dá garantias para a implantação de significativas melhoras na cidade. Pode ainda ser utilizado pelas entidades da sociedade civil e também servir como modelo para outras cidades.

O Sigcamp é integrado por três grandes componentes: a Base Cartográfica, o Banco de Dados Integrado de Informações Geográficas e pelas Aplicações. A Base Cartográfica é um mapa digital da superfície da área de Campinas, elaborado por meio de fotos e imagens obtidas por aerolevantamento via satélite, bem como pelos elementos cartográficos anteriormente existentes, como quadras, lotes, logradouros, edificações, hidrografia, entre outros.

Conforme os técnicos envolvidos com a realização do programa, o mapa digital é uma ferramenta inovadora já que é obtido com imagens de alta resolução de satélites de sensoriamento remoto. Ele tem a escala 1:2.000, resultado considerado pioneiro para uma região não plana de cerca de 800 quilômetros quadrados, ou seja, a extensão do território do Município.

O Banco de Dados Integrado de Informações Geográficas abrange o Cadastro Técnico, Territorial e Ambiental (CFTA), que contém dados atualizados relacionados aos elementos cartográficos e o Banco de Dados Setoriais, o qual engloba informações dos órgãos da Administração municipal, como escolas, unidades de saúde e de prestação de serviços de manutenção, por exemplo, as Administrações Regionais e Subprefeituras.

Além disso, o Banco de Dados Integrado também vai digitalizar os processos em papel existentes nos órgãos, especialmente nas secretarias municipais de Urbanismo, de Habitação e Finanças. Nessa primeira fase foram integrados bancos de dados atualizados de 16 órgãos municipais. Na segunda fase serão incluídos os nove restantes, o que permitirá consultas em tempo real para construção de mapas temáticos, relatórios e outras diversas aplicações.

Com tais dados, será possível reduzir gastos e tempo, além de permitir o desenvolvimento de gestões estratégicas e operacionais mais eficientes. O projeto permite a ocupação de forma sustentável, o diagnóstico de trechos problemáticos, como pontos de focos de dengue, e a expansão da área urbana. Assim, é possível viabilizar com mais agilidade e precisão providências legais e implantação de infraestrutura.

O programa foi viabilizado por uma parceria entre a Prefeitura, com a participação da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S.A. (SANASA) e da Informática dos Municípios Associados (IMA), o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD) e a Fundação de Ciência, Aplicações e Tecnologia Espaciais (Funcate). O Sigcamp, que começou a ser elaborado há três anos, está orçado em R$ 16 milhões.

 

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