Cartão de crédito

Segundo dados da Fecomércio/SP, cerca de 55% das famílias paulistanas têm dívidas a pagar e, destas, 60% possui dívidas no cartão de crédito, a ferramenta que cobra as maiores taxas de juros do mercado.
O grande problema da compra pelo cartão de crédito é seu uso desenfreado e que extrapola os limites financeiros do consumidor. Quando chega a fatura, o pagamento se torna um grande problema e a solução encontrada é pagar apenas uma parte da dívida, o que acarreta juros que podem assustar ainda mais e se tornar um círculo vicioso.
“A praticidade e comodidade seduziram os consumidores. Poder comprar em inúmeros estabelecimentos, mesmo sem ter dinheiro em mãos, seja início, meio ou final de mês, poder dividir o pagamento sem burocracias e ter disponível todo mês um montante acrescentado ao salário são fatores que fazem com que o cartão faça parte da rotina de muitas pessoas”, diz a economista Patrícia Botari, do Serviço de Informações Gerenciais (SIG).
Para não sair do controle de suas finanças e extrapolar nas contas do cartão de crédito, confira algumas dicas valiosas da economista Patrícia Botari:

– Reconheça seu poder de compra e adeque seu estilo de vida;
– Conscientize-se sobre a maneira como pode e quer viver e realizar seus desejos de consumo;
– Não parcele tudo simplesmente porque a loja facilita e as prestações são pequenas. Isso é ilusão, pois grande parte de seus investimentos ficam comprometidos;
– Imponha-se um limite para gastar no cartão de crédito e que este limite seja pago totalmente a cada fatura;
– Faça uma pequena poupança para investimentos, assim se em um mês você ultrapassar o limite estipulado para o cartão, é possível supri-lo com esta reserva.
Confira sugestões resgatar o equilíbrio financeiro:
– Verifique o valor real de sua dívida;
– Peça o cancelamento do cartão para evitar o aumento da dívida com consumo ou rolagem de produtos;
– Entre em contato com a administradora do cartão e tente renegociar a dívida;
Na negociação:
– Não aceite a oferta de financiar o saldo devedor, as parcelas incorporam taxas de juros muito altas;
– Tente um acordo que englobe a menor taxa de juro possível sobre o total do saldo devedor. Fique atento ao juro de mora, que deverá ser de 1% ao mês que o cliente ficou inadimplente;
– Busque parcelas fixas para o pagamento e peça desconto;
– A melhor opção é trocar a dívida trocando-a por outra dívida mais barata. Avalie a possibilidade de conseguir um empréstimo pessoal consignado, que oferece as menores taxas do mercado;
– Outras opções para conseguir dinheiro para a dívida são: empréstimos familiares, penhor de joias, antecipação de créditos referentes ao 13º salário ou restituição de imposto de renda;
– Se houver suspeita de cobrança de juros abusiva ou falta de acordo, procure o Procon.
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