Casa Experimental

Para estimular o desenvolvimento de crianças e adolescentes com deficiência física e contribuir para sua inserção social, a Casa da Criança Paralítica de Campinas criou a Casa Experimental, um local onde os atendidos aprendem e vivenciam atividades corriqueiras do dia a dia. “Se uma criança precisa de estímulo para ter independência nas atividades de vida diária, como, por exemplo, escovar os dentes, pentear o cabelo, tomar banho, nós a levamos para essa casa adaptada, onde a treinamos a ter o máximo de autonomia possível”, relata Lilian Emy Okada Mendes Robbi, coordenadora técnica da entidade.
Os profissionais também avaliam se a criança necessita de prescrição de adaptações e/ou dispositivos para facilitar a realização de uma determinada atividade e promover a sua autonomia. E, quando necessário, indicam órteses de posicionamento de punho e mão para prevenir deformidades e melhorar funções.
No caso de pacientes que precisam de estimulação precoce ou que apresentam dificuldades na coordenação global ou fina, existem outras abordagens e recursos por meio de atividades específicas como brincadeiras, pois assim a criança é estimulada e desenvolve habilidades. “Se uma criança se envolve e possui um bom desenvolvimento em uma brincadeira, pode desenvolver melhor a motricidade funcional dos seus membros superiores, e isso faz com que, futuramente, consiga se alimentar, tomar banho e seja independente em diversas outras atividades de sua vida. É brincando que a criança aprende sobre o mundo a sua volta”, ressalta Lilian.
Na próxima quarta-feira, dia 21 de setembro, comemora-se o Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência e, durante todo o mês, profissionais, voluntários e famílias atendidas pela Casa da Criança Paralítica aproveitam o Setembro Verde para refletir e buscar novos caminhos necessários à inclusão social.
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