Chevrolet Sonic versus Honda Fit

O mercado de carros compactos não para de crescer no Brasil. A cada dia, mais opções estão disponíveis para os consumidores. E nesse sentido, propomos um interessante comparativo entre um veterano campeão de vendas, com um forte desafiante recém chegado. Estamos falando do famoso Honda Fit e do divertido Chevrolet Sonic. E para esse comparativo, vamos confrontar a versão EXL, topo de linha do Fit e o Sonic hatchback LTZ, ambos equipados com câmbios automáticos. 

História 
O Honda Fit já é um grande conhecido do cliente brasileiro. Ele é o carro mais vendido da Honda por aqui. A primeira geração chegou em 2003, com fabricação nacional e em duas versões. Foi o primeiro carro compacto a oferecer o câmbio automático CVT no Brasil. Em 2005 foi incluida a versão EX. Em 2006 o motor passou a ser Flex. Em 2008, o Fit chegou a sua segunda geração, com profunda remodelação e o fim do câmbio CVT. Atualmente ele é vendido em 4 versões (DX, LX, EX, EXL), com opção de câmbio automático e manual, ambos de 5 marchas e com motores 1.4 e 1.5 litros, ambos 16 válvulas. Até hoje, já foram produzidos 420 mil unidades do Honda FIT no Brasil.
 Já o Sonic da Chevrolet é a novidade que chega para tentar abocanhar o mercado do Fit. O Sonic é vendido tanto na versão hatch, quanto na versão sedan. Lançado em maio desse ano, o Sonic tem duas versões de acabamento LT e LTZ e vem sempre equipado com motor 1,6 litro Ecotec. Além disso, tem opção de câmbio manual de 5 marchas e é o único na categoria com câmbio automático de seis marchas. O Sonic chegou para preencher um espaço que se encontrava “vazio” dentro da gama de produtos da Chevrolet. Posicionado como compacto premium, o modelo fica acima do Agile, e logo abaixo do Cruze.
 
Estilo
De forma geral, os carros são bem diferentes. Pra começar o compacto da Honda é classificado como um monovolume, enquanto o modelo da Chevrolet fica na categoria de hatch-compacto. Mas na pratica a teoria é outra. Aliás, nem faz muito sentido colocar o Fit como concorrente direto do Fiat Idea ou do extinto Chevrolet Meriva, por exemplo. Ainda que o desenho externo do Fit seja de um monovlume, na prática ele acaba se posicionando como um hatch-back premium. Afinal, ele tem o tamanho, o espaço interno, o preço e o uso prático de hatch-back premium. E é exatamente isso que se vê dos compradores do Fit. Sobre o visual externo, nada de novo desde março desse ano, quando o Fit recebeu um discreto face-lit que contemplou paralamas dianteiros redesenhados, novos parachoques dianteiro e traseiro, nova grade frontal e alguns detalhes no desenho dos faróis. De resto, mais nenhuma novidade no estilo.
Já o Sonic chegou ao mercado revolucionando os conceitos, em Maio desse ano. Segundo a marca, o novo Sonic foi concebido para fazer da condução cotidiana de um modelo compacto, uma experiência mais dinâmica e que oferece maior prazer ao dirigir. Além disso é focado em consumidores mais novos e também aos jovens de espírito, com gosto pelo design, sofisticação e exclusividade. E realmente o carro entrega isso. Na dianteira, o destaque fica com o conjunto ótico. Os faróis tem canhões de luz expostos. A grade bipartida remete ao design da Chevrolet. A traseira do Sonic hatch reforça o espírito jovem, uma vez que incluem lanternas pouco convencionais, inspiradas nas motocicletas.
 
Interior 
O Honda Fit é sobretudo um carro bastante racional. Pra começar ele é concebido dentro do conceito “mínimo para a máquina, máximo para o homem”. Alguns detalhes chamam a atenção, como a ergonomia. Os bancos traseiros reclináveis são bipartidos e concebidos com o sistema ULT (sigla que reúne as palavras “utilitário”, “longo” e “alto”, em inglês), que possui mais de dez configurações de posicionamento do assento, com movimentos para baixo e reverso. Ou seja, esse sistema assegura uma flexibilidade maior dentro do automóvel e, principalmente, uma melhor adequação às necessidades do usuário. O banco do passageiro, pode ser rebatido, permitindo o transporte de objetos mais longos, como uma prancha de surfe por exemplo. O assento do banco traseiro pode ser levantado, possibilitando o transporte de uma planta alta com vaso. E o encosto, ainda pode ser rebatido, ampliando o espaço do porta-malas. Além disso, o modelo japonês oferece uma infinidade de porta-objetos em seu interior, com destaque para os porta-latas dianteiros posicionados na frente das saídas de ar. Além disso, não faltam porta-objetos no interior do carro. Eles são diversos, como no console central, ou logo abaixo do rádio. Até mesmo no painel, na frente do passageiro, existe uma ranhura que pode ser utilizada para acomodar canetas, chaves ou outros pequenos objetos. A capacidade de carga vai de 384 litros (bancos na posição normal) a 1.321 litros com os bancos rebatidos (incluindo o do passageiro da frente).
O Chevrolet Sonic também traz a sua dose evolução no interior. Assim como no Cruze, o duplo cockpit é um elemento de design característico do carro. Ele inova com as saídas redondas do sistema de ventilação nas extremidades do painel. Já no centro do painel, as saídas de ar são retangulares. Outro resgate conceitual é o uso do mostrador do painel, com elementos em LCD digital. Desde o Kadett Gsi e da primeira geração do sedan de luxo Omega, a Chevrolet não utilizava uma solução como essa. Porém no Sonic, os elementos digitais estão misturados com mostradores analógicos, e essa é a grande inovação. Tudo isso, iluminado na tonalidade Ice Blue. Já os locais para os porta-objetos parecem contemplar apenas os bancos dianteiros. Na frente, são dois porta-luvas, um deles com tomada USB integrada e uma pequena prateleira para acomodar o MP3-player. Estão presentes os tradicionais porta-objetos nas portas, bem como três porta-copos à frente. Destaque para dois compartimentos no centro do painel que ladeiam o radio, ideal para celulares. O espaço para bagagens fica assim: no hatch o espaço é de 265 litros. Porém, com os bancos traseiros rebatidos o espaço sobre para 665 litros.
 
Espaço Interno
O Honda Fit é um carro com 3,9 metros de comprimento; 1,69 m de largura; 1,53 m de altura e entre-eixos de 2,5 m. Já o Chevrolet Sonic tem 4,03 metros de comprimento; 1,73 m de largura; 1,51 m de altura e entre-eixos de 2,52 m. O resultado disso é o melhor espaço para os passageiros no Sonic, principalmente no banco traseiro. Na frente, ambos os carros oferecem ótimo nível de conforto e boa ergonomia. Ambos contam com coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, bem como ajuste de altura do banco do motorista.
 
Motor e câmbio 
O Fit EXL vem equipado com motor 1,5 litro i-VTEC Flex, que oferece potência máxima de 116 cv a 6.000 rpm (álcool) e 115 cv a 6.000 rpm (gasolina) e torque de 14,8 kgf.m a 4.800 rpm. A versão top de linha, EXL, é vendida apenas com transmissão automática de cinco marchas. Um detalhe bem interessante é o Paddle-Shift, que permite trocas de marcha sequencial com o acionamento de alavancas localizadas atrás do volante.
 Já o Chevrolet Sonic chega equipado com o novo motor 1.6 16V Ecotec. Esse motor chega a 120 cavalos quando abastecido com etanol e 116 com gasolina, a 6.000 rpm. O torque máximo, com etanol, é de 16,3 kgfm e aparece já nas 4.000 rpm. Com gasolina, o torque é de 15,8 kgfm, na mesma rotação. Vale ressaltar que 90% do torque já estão disponíveis a partir das 2.200 rotações. Junto com esse motor está um exclusivo e eficiente câmbio automático de 6 marchas. Ainda que exista a possibilidade de troca sequencial de marchas, essa só pode ser feita por um botão instalado na alavanca de câmbio.
 
Dirigibilidade
O Honda Fit é um carro muito pratico e gostoso para dirigir na cidade. Pra começar ele conta com o EPS (Electric Power Steering), um sistema de direção eletricamente assistida, tornando-a mais leve em baixas velocidades. Isso oferece uma resposta mais eficiente e precisa da direção. O motor também se mostra é bastante ágil nas arrancadas. A grande área envidraçada ajuda bastante na condução, com ótima visibilidade traseira. O senão fica por conta da visão diagonal dianteira prejudicada pela coluna “A” dividida para resultar no desenho de monovolume. Já no uso rodoviário, o Fit mostra suas deficiências. O câmbio de apenas 5 marchas, exige muito do motor, que em altas rotações faz o ruído invadir consideravelmente o interior do carro. Outro senão é maior interferência de vento lateral. Mais uma vez o desenho de monovolume cobra o seu preço. Além disso, os pneus de medida 185/55 R16 mostram-se estreitos e insuficientes para uma dirigibilidade esportiva.
Já o Sonic se mostra um carro muito mais gostoso para quem gosta de “pilotar”, principalmente na estrada. O Sonic é um carro muito estável e de pegada mais esportiva, a começar dos pneus mais largos 205/55 R16 . O motor mais potente e o sofisticado câmbio de seis marchas, garantem fôlego extra. Na estrada, a superioridade do carro da Chevrolet é incontestável em todos os sentidos quando o assunto é performance. O melhor isolamento acústico aumenta o conforto dos passageiros do Sonic. Na cidade, o Sonic também atende adequadamente, mas não supera a agilidade e praticidade do Fit. A suspensão do Sonic, por sua vez, se apresenta muito mais eficiente que a do Fit. Além de conferir maior conforto em pisos irregulares, deixa o carro muito mais estável.
 
Equipamentos
O nível de equipamentos de ambos os modelos é bastante próximo. Os dois carros trazem sistema multimedia, com controles de som no volante, compatibilidade com CDs no formato MP3 e entrada USB. Porém o Sonic leva a vantagem de oferecer a conectividade Bluetooth para viva-voz e streaming de áudio. Outro detalhe que é melhor pensado no Sonic, é a entrada USB no interior do porta-luvas, acompanhada de uma pequena prateleira para apoiar algum equipamento de áudio. No Fit, a entrada USB é um fio que fica solto no console central. A chave de partida do Sonic também é do tipo canivete, sendo mais bonita e mais prática. Detalhe importante: o Fit não oferece faróis dianteiros auxiliares nem como opcional. No Sonic LTZ é um equipamento de série.
Ambos estão equipados com ar-condicionado, porém o Honda Fit traz o equipamento com controle digital e automático. No Sonic, o dispositivo é manual.
Os dois carros contam com vidros e espelhos laterais com acionamento elétrico, freios com ABS e air-bag dianteiro duplo, sensores de estacionamento traseiro, controle de cruzeiro e computador de bordo.
 
Preços e cores
O Honda Fit EXL 2013 tem três anos de garantia, sem limite de quilometragem, e está disponível nas cores Branco Taffeta Sólido, Prata Global Metálico, Cinza Paladium Metálico, Vermelho Rally Sólido, Preto Cristal Perolizado, e a tonalidade Cinza Iridium Metálico. Já o Sonic LTZ é comercializado em seis diferentes cores: Vermelho Flame, Azul Boracay, Cinza Urban, Prata Switchblade, Preto Carbon Flash (todas metálicas) e Branco Summit (sólida). O Sonic também tem garantia de 3 anos, e sem limite de quilometragem. O Sonic LTZ avaliado tem valor de venda de R$ 54,5 mil. Já o Fit EXL é vendido por R$ 62,6 mil.
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