Cidade arborizada

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na semana passada, Campinas é a segunda cidade mais arborizada do Brasil.

Com 88,4% dos domicílios em áreas arborizadas, Campinas fica atrás apenas de Goiânia (89,5%), entre os 15 municípios com mais de um milhão de habitantes no país. O índice nacional, segundo a pesquisa, é de 68%.

De acordo com o IBGE, as informações foram obtidas durante a etapa de pré-coleta do Censo 2010, através da observação direta de características previamente definidas em cada face de quadra das áreas urbanas. Os dados foram coletados para compor o estudo inédito do IBGE sobre a infraestrutura urbana do país relacionada a variáveis como território, domicílios e características socioeconômicas e demográficas da população.

Segundo o instituto, a pesquisa ocorreu nos 5.565 municípios brasileiros, com cobertura diferenciada em cada um deles.

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Hildebrando Herrmann, Campinas não pode se acomodar sobre esses números e deve concentrar seus esforços para a realização de plantios nas regiões mais periféricas. “É uma satisfação parcial ocupar o segundo lugar no ranking, uma vez que sabemos que faltam investimentos na periferia da cidade”, avalia o secretário.

Para atingir o objetivo de acabar com os vazios ambientais, a Administração está trabalhando numa série de iniciativas, entre elas, no levantamento das áreas mais carentes de vegetação.

“Na medida em que o levantamento vai sendo realizado, canalizamos os investimentos de compensação ambiental para esses lugares”, explica o secretário.
Exemplo disso são as 11.443 mudas de árvores nativas destinadas à região Leste da cidade, oriundas dos Termos de Compromisso Ambiental firmados entre o Município e particulares entre dezembro de 2011 e fevereiro de 2012.

Por meio de dados da Secretaria de Planejamento, a equipe da Secretaria de Meio Ambiente identificou 60 praças públicas distribuídas em nove bairros na região. Vistorias em campo foram realizadas para diagnosticar a situação de cada uma delas, que foram classificadas em aptas, inaptas ou parcialmente aptas.

Segundo Herrmann, a pasta está em busca de um programa que possa fornecer imagens gráficas mais precisas que apontem para as áreas mais carentes de arborização de forma a direcionar os plantios de forma mais eficiente.

A Secretaria aposta ainda na criação de novas Unidades de Conservação, cujos trâmites já estão em andamento, e na melhoria dos parques lineares e praças públicas.

Entre as áreas que já merecem atenção especial, Herrmann enumera as reservas naturais da APA (Área de Proteção Ambiental) localizada nos distritos de Sousas e de Joaquim Egídio, núcleo Carlos Gomes, Jardim Monte Belo e Chácaras Gargantilha; o Parque Ecológico Emílio José Salim; o Bosque dos Jequitibás; Mata Santa Genebra, Fazenda Santa Elisa, entre outros espaços.

 

 

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