Começou o ano

Há um forte conceito cultural de que o ano teve início na segunda-feira, dia 19, após o fim do Carnaval, já que uma grande maioria emendou a festa até o final de semana seguinte.
Muitas empresas sobreviveram a um 2017 difícil, reflexo da crise econômica que assolou o país, e entraram 2018 na mesma situação. Para evitar contratempos, o especialista em turnaround Flávio Ítavo destaca três dicas infalíveis. Confira.

Planeje o fluxo de caixa
Não importa quão ruim ele possa estar neste momento ou quantos protestos estão em andamento. O negócio não sairá da crise quando souber tudo sobre o fluxo de caixa, mas permitirá controlá-lo e fazer escolhas certas. A solução é planejar um fluxo de caixa e investir tempo, todos os dias, direcionando e priorizando as escolhas para aquilo que é mais urgente e fundamental. Também é preciso ser assertivo, pois tudo o que pode ser postergado sem danos a curtíssimo prazo, deve ser realizado.

Alinhe sua comunicação
O “peso” da má comunicação na maioria das crises muitas vezes só está lá pela falta de inabilidade no ato de comunicar. Flávio defende que a comunicação deve ser feita de forma global e pode ser direcionada entre fornecedores, clientes, funcionários e bancos. Para cada um destes grupos deve haver uma linha de comunicação clara, concisa e coerente. O especialista explica que uma solução pode ser conversada de uma maneira com os funcionários, mas de forma diferente com os bancos, por exemplo. Esses desalinhamentos, quando existentes, tendem a diminuir a credibilidade das empresas que, via de regra, já estão com sua credibilidade parcialmente afetada.

Ajuste a gestão.
A crise diminui o tempo de resposta da gestão. Antes um problema poderia ser analisado, preparado, acordado, reanalisado e finalmente surgia uma proposta de solução. Porém, durante uma crise, a disponibilidade de tempo para oferecer soluções é dramaticamente reduzida. “Se antes você fazia uma reunião mensal com a diretoria, o prazo agora deve ser semanal ou menor. Se as reuniões tinham duração de algumas horas, agora elas devem ser feitas em pé, em 15 minutos”, aponta Flávio Ítavo. O especialista defende que reuniões diárias devem ser rápidas e reunir todos que fazem parte do nível de liderança. Dessa as soluções do dia-a-dia passam a ser acompanhadas e os fatos começam a acontecer.

E por último, o especialista defende uma ação que costuma trazer bons resultados em crises graves, como reduzir os níveis hierárquicos. Achatar a pirâmide hierárquica costuma “acelerar” a tomada de decisões e faz com que as decisões top down sejam implantadas facilmente.

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