Continental Airlines a biocombustível

A Continental Airlines realizou, no dia 7 de janeiro, o primeiro voo de demonstração de uma companhia aerea americana utilizando biocombustível. O voo, que não tinha passageiros, foi movido por um combustível feito a partir de uma combinação de componentes que incluem derivados das plantas alga marinha e pinhão-manso, fontes sustentáveis, que não apresentam nenhum impacto para plantações de alimento ou fontes de água, além de não contribuírem para o desmatamento.
Para realizar o projeto, a Continental fez parcerias com as empresas Boeing; com a CFM International, companhia pertencente aos grupos General Electric Company e Snecma; com a desenvolvedora de tecnologias de refinamento UOP, da companhia Honeywell; e com as provedoras de óleo Sapphire Energy (alga) e Terrasol (pinhão).
O voo de demonstração com biocombustível foi o primeiro operado por uma companhia aerea comercial utilizando a alga marinha como fonte de combustível e o primeiro utilizando uma aeronave bimotor: um Boeing 737-800 equipado com motores CFM56-7B, da CFM International.
O combustível usado em um dos dois motores CFM é uma mistura formada por 50% de combustível tradicional para jatos e 50% do biocombustível feito com alga e pinhão-manso. A Continental, ao lado da Boeing, UOP e CFM, trabalharam por mais de nove meses em pesquisas, produção e testes do biocombustível, incluindo testes em laboratório e do motor funcionando no solo.
Operado sob um certificado experimental especialmente emitido, a aeronave foi tripulada por pilotos de teste da Continental, licenciados pela Administração Federal de Aviação americana (FAA). A operação durou cerca de duas horas. Uma série de parâmetros foram registrados e uma análise de motor pós voo contribuirão para definições que devem mostrar que o biocombustível é um substituto para combustível regular, sem nenhuma degradação de desempenho ou segurança, além de redução na emissão de carbono.

 

 

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