Crescimento expressivo

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Os números do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) de dezembro de 2010 mostram uma expansão de 10,5% nas consultas, em relação a dezembro de 2009, com um destaque: o campineiro comprou mais à vista (17,5%) do que a crédito (3,8%), em relação ao mesmo período de 2009. A movimentação significa que o Natal representou um faturamento no comércio varejista de R$ 1.131,8 bi, que comparado ao Natal de 2009, cujo montante foi de R$ 995,5 milhões, indica uma evolução de 13,7%, a maior taxa nos últimos dez anos.

Com esse faturamento, o comércio varejista alcança um montante anual de R$ 11.242,5 bilhões, uma variação de 9,1%, que é também a maior taxa e o maior valor nominal nos últimos dez anos. Esse valor indica que o comércio varejista teve uma venda média mensal de R$ 936,9 milhões, quase R$ 1,0 bilhões, que será ultrapassada, com certeza, em 2011.

O Índice Potencial de Consumo (IPC) de Campinas foi levantado até este ano em R$ 23,2 bilhões, que é o 10º índice do país, indicando o valor de consumo de uma cidade. Dessa forma, o comércio varejista representa 48,4% desse montante, uma taxa bem acima da média nacional, que não ultrapassa os 28%.

Vendas à vista X vendas a prazo

Os juros e os prazos longos, nas vendas a prazo, não incentivaram muito os consumidores a tomarem empréstimos nas suas compras, principalmente porque as medidas adotadas no início de dezembro pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que aumentou o compulsório dos bancos, restringindo crédito e aumentando juros. Além disso, houve um maior fluxo de moeda, elevando a liquidez do campineiro, que pagou mais dívidas e comprou menos a prazo e mais à vista.

Inadimplência

Outro fator a ser avaliado é a inadimplência, que fechou o ano em 9,7% sobre 2009, quando foram pagos 239.136 carnês com mais de 30 dias de atraso, que representou R$ 143,5 milhões em pagamento de dívidas. Essas exclusões de registro redundaram em um total de 149.658 carnês em atraso em 2010, contra um total de 136.371 em 2009, uma taxa de 9,7% de inadimplência.

No entanto, essa taxa de 9,7% é menor em 4 pontos percentuais, comparado a 2009/2008, que foi de 13,7%.

De acordo com o economista da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Laerte Martins, "esses números excepcionais de 2010 podem não ocorrer em 2011, com a economia crescendo em torno de 4,5 / 5%, contra os 7 / 7,5% de 2010. O que indica que o comércio vai crescer em torno dos 6%, distante dos 9,1% que se verificou no ano passado".

 

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