Cuidado necessário

Geralmente ligada à alergia alimentar, a esofagite eosinofílica trata-se de uma doença do esôfago mediada por mecanismos imunológicos, caracterizada clinicamente por uma inflamação predominantemente eosinofílica e por sintomas como vômitos, disfagia (dificuldade de deglutição), dor abdominal e dor torácica.
A doença pode acometer todas as faixas etárias e gêneros, mas a maioria dos casos relatados ocorre em adultos do sexo masculino. É possível que vários casos, com início na infância e adolescência, sejam diagnosticados somente na vida adulta por especialistas das áreas de alergia, imunologia e gastroenterologia.
“Frequentemente, os pacientes são inicialmente diagnosticados como portadores de doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Contudo, a suspeita diagnóstica ocorre quando os pacientes não respondem ao tratamento padrão para DRGE (inibidor de bomba de próton)”, conta a Dra. Norma Rubini, vice-presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).
Segundo a médica, o diagnóstico de esofagite eosinofílica é baseado em critérios clínicos e histopatológicos (biópsia de esôfago), uma vez que não existe um exame específico para reconhecer a doença. “São considerados os sintomas clínicos sugestivos, associados à presença na mucosa esofágica de mais de 15 eosinófilos (através de endoscopia digestiva alta e biópsia de esôfago) e da exclusão de outras doenças que cursam com infiltração eosinofílica no esôfago”, explica Norma.
A doença não possui cura, mas, com a combinação de dieta e terapia medicamentosa, é possível controlar os sintomas, resultando em boa qualidade de vida ao paciente. Atualmente, estão em curso várias pesquisas investigando o uso de anticorpos monoclonais e outros fármacos no tratamento da doença.  
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