Diabetes na terceira idade

Hoje em dia, o desejo da maioria das pessoas é viver mais, mas, principalmente, viver bem. Porém, o envelhecimento traz naturalmente diversos problemas de saúde. Entre eles, a diabetes está se tornando cada vez mais comum. Somente no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde (Vigitel 2013), a incidência da doença na faixa etária de 65 anos ultrapassa os 20%.
A grande preocupação com este fenômeno é que, quando não tratada adequadamente, a diabetes pode afetar severamente a saúde dos idosos. Por isso, a atenção deve ser redobrada. Confira alguns cuidados essenciais indicados pela nutricionista Joana Carollo.

Controle glicêmico
É essencial manter a glicemia sob controle, ou seja, evitar que a concentração de açúcar no sangue suba ou caia excessivamente, o que pode colocar a vida do diabético em risco. Para isso, é necessário seguir uma dieta adequada e com orientação profissional, em que é levado em consideração o índice glicêmico (IG) dos alimentos, ou seja, a capacidade que cada um tem de liberar açúcar na corrente sanguínea. “Alimentos com alto IG devem ser evitados, pois elevam rapidamente a concentração de glicose no sangue”, explica Joana. “O ideal é que eles sejam substituídos por aqueles com valores mais baixos, até 55, pois esses alimentos liberam açúcar no sangue mais lentamente, prolongando a oferta de energia e até mesmo a saciedade”, completa.

Substituições inteligentes
Tubérculos: é importante atentar que alguns carboidratos, especialmente os tubérculos, possuem um índice glicêmico elevado. Neste caso, é possível fazer substituições mais adequadas como, por exemplo, trocar a batata inglesa, que possui um índice elevado, por carboidratos de menor valor glicêmico, como o inhame e a cenoura.
Frutas: frutas são ricas em vitaminas e sais minerais, portanto são essenciais para o cardápio da terceira idade. Alternativas como a maçã, a ameixa e o pêssego são mais adequadas para uma dieta de controle glicêmico, pois possuem baixo IG, ao contrário de frutas como a banana, o mamão papaia e a melancia.
Cereais e Massas: substituir os cereais e massas refinadas pelas versões integrais também é essencial para o controle glicêmico. Por serem ricos em fibras, esses alimentos são digeridos mais lentamente, propiciando uma liberação de glicose mais prolongada.

Controle do colesterol e triglicerídeos
Além do açúcar, diabéticos devem reduzir o consumo de sal, a fim de controlar a pressão arterial. O colesterol é outro ponto importante: quem possui a doença está mais propenso a apresenta à elevação do colesterol ruim, o LDL. Logo, controlar esta taxa, buscar elevar o colesterol bom (HDL), e regular o triglicerídeos são medidas essenciais para reduzir as chances de acidentes vasculares e doenças coronarianas.

Exercícios físicos
Os músculos ajudam a captar a glicose, portanto, buscar mantê-los ativos e saudáveis beneficia significativamente o enfrentamento da doença. Além disso, ajuda a combater um dos principais fatores de surgimento e agravamento da diabetes: a obesidade.

Alimentação prazerosa
Quando bem orientada, a dieta de controle glicêmico pode ser tão saborosa quanto à de um indivíduo que não convive com a doença. Se seguida adequadamente, o paciente pode, inclusive, abrir concessões vez ou outra para os pequenos prazeres que já não fazem parte do seu cardápio cotidiano.

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