Dinheiro e relacionamento

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Para psicólogos, consultores matrimoniais e instrutores de cursos de noivos, o equilíbrio da vida financeira é determinante para manter uma boa relação no casamento. O número de relacionamentos fracassados por causa de problemas originados pela falta de dinheiro cresce a cada dia, por isso é comum que os casais procurem auxílio para melhorar a administração das contas.

De acordo com Marcelo Segredo, consultor financeiro e presidente da Associação Brasileira do Consumidor (ONG ABC), o casal precisa de controle e planejamento de gastos. “Aconselhamos ao casal uma consulta especializada quando as finanças começam a se descontrolar. Temos conseguido reverter a maioria dos quadros difíceis e notamos que, em parte, eles se originam no próprio comportamento equivocado do casal”.

As despesas familiares cresceram nos últimos anos, segundo o consultor, com a inclusão de serviços que possuem mensalidades permanentes, as chamadas contas eternas. “Isso já acontecia com o condomínio e, hoje, cada vez que uma família adere ao celular, à TV a cabo ou à internet, está criando uma despesa permanente, diferente daquela que dura apenas alguns meses. É preciso contabilizá-las e não contar mais com o dinheiro delas para nada”, aponta.
A sugestão para os casais, principalmente os que possuem problemas financeiros, é sempre dialogar sobre as contas e fazer um planejamento dos gastos, procurando economizar e gerenciar consumo e poder de compra. Confira algumas dicas para manter o equilíbrio financeiro e, com isso, a harmonia na relação.

– Falar abertamente sobre dinheiro como um fato imprescindível à vida moderna. Aberto o diálogo, deve-se utilizar mecanismos de controle do que se gasta, pois muita gente não tem idéia de seus gastos;

– Um bom mecanismo é uma planilha doméstica, onde são listadas todas as despesas habituais da família. A ONG ABC disponibiliza essa planilha em seu site;

– Somadas as despesas habituais, dá para se saber quanto sobra do que se ganha. Essa sobra é quase o que se terá disponível para compras novas, troca de carro, viagens, pagar um curso etc. Mas antes é necessário separar 10% do que se ganha para imprevistos. A sobra real é o que resta disponível depois de se pagar as contas habituais e se separar os 10% de reserva;

– A reserva serve para bancar qualquer coisa emergencial não programada, como viagens repentinas, despesas médico-hospitalares, custos de acidentes, reposição de um bem importante, etc. Não mexendo nessa reserva, ela pode crescer a ponto de ajudar a quitar o financiamento de um imóvel, bancar um momento de desemprego ou realizar um grande sonho;

– Se não houver como separar 10% para uma reserva, é sinal de que há despesas habituais que devem ser cortadas. Nesse caso, é preciso examinar a lista e eliminar alguns dos itens menos importantes até se chegar ao suficiente para a reserva;

– Se, preservada a reserva, não sobrar nada para gastos extras eventuais, ou o casal se conforma em conservar os seus níveis de consumo ou terá de se esforçar para diminuir ainda mais as despesas do cotidiano;

– O importante é que qualquer gasto extra – como a compra de um móvel, a troca do carro, a aquisição de uma casa – tem de ser planejado para execução a médio ou longo prazo. Pode parecer algo demorado, mas o dia dessas aquisições vai chegar e sem transtornos.

 

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