Doe sangue

A chegada do inverno e a proximidade das férias escolares, faz com que as doações de sangue caiam cerca de 30%, podendo diminuir até 50% em dias mais frios. Isso torna difícil manter os acervos de bolsas de sangue dos hemocentros, que precisam ter no mínimo cerca de 700 bolsas todo mês, número que pode ser maior de acordo com a demanda local.
Para estimular a doação, foi lançada no início de junho a segunda edição da Campanha DOE. Com o tema “Sinta a batida. Doe Sangue”, a ação tem parceria com quatro hemocentros do país, que receberão 200 mil curativos com estampas exclusivas inspiradas em ritmos musicais do mundo todo e a palavra “DOE” escrita.  Os curativos, que são à prova d’água, serão disponibilizados ao longo de 2016, a proposta é que os voluntários fotografem seus braços com o curativo e publiquem em suas redes sociais convidando amigos a fazerem o mesmo com a hashtag #DoeSangue.

Para doar sangue é preciso

– Estar em boas condições de saúde;
– Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (para menores de 18 anos, verificar no site documentos necessários e formulários de autorização);
– Pesar no mínimo 50kg;
– Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas) e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem à doação);
– Apresentar documento original com foto recente (que permita a identificação do candidato), emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social ou Carteira de Habilitação ou passaporte);
– Respeitar os intervalos mínimos entre as doações (60 dias para homens e 90 dias para mulheres).

Impedimentos temporários mais frequentes

– Resfriado: aguardar 7 dias após desaparecimento dos sintomas;
– Gravidez;
– 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
– Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);
– Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem à doação;
– Tatuagem nos últimos 12 meses;
– Situações nas quais há maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis: aguardar 12 meses.

Impedimentos definitivos

– Hepatite após os 11 anos de idade;
– Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: hepatites B e C, Aids (vírus HIV), doenças associadas aos vírus HTLV I e II e doença de Chagas;
– Uso de drogas injetáveis ilícitas;
– Malária;
– Doença de Chagas.

Mitos e tabus

– Quem doa sangue uma vez tem que continuar doando pelo resto da vida;
– A doação “engrossa” o sangue, entupindo as veias;
– A doação faz o sangue “afinar”, “virar água”, provocando anemia;
– Doar sangue engorda;
– Doar sangue emagrece;
– Doar sangue vicia;
– Mulheres menstruadas não podem doar sangue;
– Os doadores correm risco de contaminação.

Verdades

– Doar sangue não enfraquece o organismo;
– Não existem riscos de se contrair doenças durante a doação;
– Sempre que o sangue coletado apresentar problema, o doador é convidado a comparecer ao hemocentro para fazer novos exames laboratoriais;
– Após o parto a mulher pode voltar a doar depois 3 meses se o parto for normal e 6 meses se for cesariana.
 
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