Expectativas para 2009: como enfrentar a crise mundial

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Previsões feitas pela maioria dos economistas são de que as ações para 2009 devem ser vistas com cautela, pois o ano apresenta-se como um dos mais incertos, desde a quebra da bolsa americana em 1929. Ainda assim, para o Brasil, a expectativa de crescimento do PIB – Produto Interno Bruto gira entre 2 a 3% no ano.
Os analistas justificam a conclusão baseados na possível evasão de moedas estrangeiras e na consequente desvalorização do câmbio; na redução das ofertas de crédito e no adiamento dos investimentos das empresas devido à preservação de caixa no orçamento para 2009.
“Mesmo com todo alvoroço provocado pela crise financeira, nosso País crescerá bem acima da média mundial", sentencia o economista Ricardo Amorim, da Concórdia Asset Management. “A recente crise teve seu lado positivo”, explica, “pois mostrou um Brasil diferente, um país melhor preparado para enfrentar choques.
A opinião é compartilhada por Luiz Rabi, da MCM Consultores: “Anos atrás, seria inimaginável ver a inflação sob controle e com tendência de baixa diante de uma desvalorização de quase 60% do real frente ao dólar, como se registrou desde agosto último. Isso só está ocorrendo porque todos os agentes econômicos estão convencidos de que o BC está comprometido com as metas de inflação. Poucos bancos centrais no mundo têm a credibilidade da instituição brasileira”, completa.
Para eles, enquanto os países desenvolvidos são os maiores atingidos pelo efeito em cadeia da crise mundial, os emergentes que compõem o Bric – Brasil, Rússia, Índia e China – passam a ser o foco dos investimentos internacionais. De acordo com o economista André Sacconato, da Tendências Consultoria Integrada, “o Brasil será uma das melhores opções de investimentos no cenário pós-crise, por reunir fundamentos macroeconômicos relativamente estáveis e potencial crescimento”.
“Assim como o caso do Brasil, no comércio internacional, as pequenas empresas que tiverem liquidez podem roubar mercado das grandes que vão sofrer mais com a crise”. analisa Nelson Carneiro, da Austin Rating.
Para esses estudiosos, turismo e transportes são áreas que sairão ilesas da onda pessimista. Segundo Silvio Tamelini, presidente da FRESP – Federação das Empresas de Transportes de Passageiros por Fretamento do Estado de São Paulo, “o ano de 2008 fecha com um crescimento de quase 10% para o serviço de transporte turístico por fretamento” e a Marcopolo, uma das principais fabricantes mundiais de ônibus, já comemora um aumento de cerca de 20% no mesmo período, com as vendas de veículos principalmente para o turismo por fretamento.
O serviço de fretamento movimenta mais de R$ 3 bilhões anualmente e só no Estado de São Paulo, 380 empresas geram mais de 20 mil empregos diretos.
De acordo com os analistas, o Brasil tem um mercado consumidor interno muito grande. Para eles, é necessário que os empresários não se deixem contagiar pelo pessimismo, que continuem seus projetos para manter a economia aquecida e assim construir um círculo virtuoso para os brasileiros.
O setor produtivo precisa ter mais segurança, fazer investimentos e manter a roda da economia girando, até porque não sendo 2009 um ano eleitoral, as decisões governamentais devem caminhar com mais agilidade.
Pelo que dizem os especialistas econômicos, antes do agravamento da situação, as empresas devem rever suas estratégias e tomar medidas certeiras de sobrevivência no mercado. Para o Grupo GFT, a terceirização será a grande meta das empresas. É previsto, que até 2010, um quarto dos profissionais das maiores companhias globais sejam terceirizados.
Ricardo Amorim acredita que a mudança de eixo da economia mundial para Ásia e países emergentes cria oportunidades de desenvolvimento para o Brasil. Para ele, nos próximos anos o crescimento será mais acelerado e menos instável. “O Brasil melhorou muito e não está sujeito a crises econômicas, salvo um colapso do sistema financeiro mundial ou uma recessão na Ásia”, diz o economista.
Quando as companhias precisam fazer mais com menos, a importância de uma solução integrada passa a ser mais urgente. Uma forma segura de fazer esse realinhamento no orçamento é usando a Tecnologia da Informação (TI).
Em 2009, mais de 30 setores da economia brasileira terão que realizar suas operações utilizando a Nota Fiscal eletrônica (NF-e). “A NF-e já é uma realidade para as empresas dos setores de combustíveis, cigarros, cimento, frigoríficos, energia elétrica, laminados, ferro-gusa, indústria automobilística, medicamentos e bebidas – e em breve, se estenderá a todos os demais segmentos industriais”, alerta Marcelo Lombardo, diretor de Tecnologia da New Age Software.
Para os analistas, durante um longo período, os efeitos colaterais gerados pelo sistema financeiro estarão presentes. Neste período de recuperação da economia, vencerão aqueles que souberem ver as melhores oportunidades de negócio.

 


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