Expedicionários da Saúde divulgam balanço de viagem

Depois de 20 dias de atendimento médico e cirúrgico à população indígena de Novo Paraíso, localizada na região do Alto do Solimões, no estado do Amazonas, os Expedicionários da Saúde encerram mais uma expedição comemorando as mais de 1450 consultas e 195 cirurgias. Dentre elas, um parto de alto risco que, se não fosse a intervenção especializada dos médicos, certamente a paciente e o bebê não teriam sobrevivido.

Essa foi a 12º expedição realizada pelos médicos que já beneficiaram cerca de 17 mil pessoas das regiões de Iauaretê, Pari Cachoeira, Tunuí Cachoeira, Vila Nova do Xié e Novo Paraíso, no Alto do Solimões, numa região próximo a fronteira do Peru e Colômbia. De acordo com Ricardo Affonso Ferreira, um dos idealizadores do Programa Operando na Amazônia dos Expedicionários da Saúde, a novidade dessa expedição foram os 15 notebooks instalados no local, que facilitaram a descrição detalhada das cirurgias e prescrições de medicamentos. “Além de toda infra-estrutura que conseguimos montar, com os mais modernos equipamentos de medicina, pudemos oferecer à população indígena um atendimento totalmente informatizado, não devendo nada para os melhores hospitais do país”, acrescenta Ricardo. 

Sobre os Expedicionários da Saúde
A idéia da expedição surgiu em 2002, quando um grupo de amigos formado por médicos e executivos, em viagem ao Pico da Neblina (AM), tiveram a oportunidade de conhecer uma aldeia Yanomami  e foram confrontados com uma realidade muito diferente da que viviam. Surgiu, então, a idéia de usar toda a experiência profissional deles para  melhorar a qualidade de vida da  população indígena  daquela  região.  Para isso, buscaram estudar a cultura local com a ajuda de antropólogos e procuraram as instituições responsáveis pelo atendimento à saúde  na região para entender como atuavam e assim planejar uma atuação conjunta para somar esforços. Em 2003, foi oficialmente estruturada a Associação Expedicionários da  Saúde.

O grupo tem apoio do Comando Militar da Amazônia, que garante o transporte da equipe desde Manaus até um ponto de apoio em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Uma das grandes dificuldades é o acesso aos locais de atendimento, que tem de ser feito por barcos. Também há uma forte parceria com os DSEIs – Distritos Sanitários Especiais Indígenas , Funasa e Funai, mas todo trabalho só é viabilizado em função de patrocinadores importantes que a cada expedição contribuem com doações materiais, serviços e financeiras.

 
 
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