Faleceu Roberto Corrêa

Faleceu ontem, dia 11 de junho, em Campinas, o advogado Roberto Corrêa. Delegado de polícia e procurador do Estado, ele foi membro da Academia Campineira de Letras e Artes e escreveu dez livros.
Roberto Corrêa foi presidente do Clube Cívico 21 Irmãos Amigos e, em agosto de 2008, então com  81 anos, deu um exemplo de dinamismo e paixão pela atividade de escritor, ao lançar  na  20ª Bienal do Livro em São Paulo, o seu  livro – O Homem Só – Crônicas de Hoje e Sempre.
Ele nasceu na capital paulista, fez ginásio e colégio com os Irmãos Maristas, bacharelado em Direito pela PUC de São Paulo e pós-graduação em Direito Civil pela USP. Na carreira profissional foi delegado de Polícia concursado, atuou como Procurador do Estado na área fiscal, no Tribunal do Júri e na assistência judiciária onde se aposentou. Publicou dois livros de Direito (Transmissão Inter Vivos e Causa Mortis e A Nova Lei da Execução Fiscal Anotada – edição Saraiva), quatro de crônicas (Caminhos da Paz, Subjugar a Violência, Vencendo Obstáculos e Ainda Há Esperança), um de poesia (Direito Poético) e um guia voltado para estudantes e escritores (o Breve Catálogo de Cultura e Curiosidades, editado em 2006). Fiel a sua formação intelectual e cristã, é desta fonte que Roberto Corrêa extrai as suas análises dos mais diferentes fatos do cotidiano. No prefácio de O Homem Só, a pesquisadora, humanista e escritora, Vânia Moreira Diniz, afirma que o livro parece o encontro do seu autor “com suas concepções e as consequências de cada acontecimento do cotidiano atual, mais isso tudo explanado de uma maneira profunda, sensível e filosófica. Os textos me encantaram pelas conclusões sempre muito coerentes partindo do seu caráter ético e convicções religiosas enraizadas”. Não existe assunto proibido nas 75 crônicas de O Homem Só, da corrupção no leite à questão sexual, passando pela violência urbana, tudo passa pela ótica de Roberto Corrêa. Na última crônica, justamente a que dá o título ao livro, Corrêa menciona que ela foi escrita há 10 anos e adaptada para a publicação com “ligeirinhas correções  e alguns acréscimos”. O escritor afirmava que a solidão daquela época era “mais esperançosa e poética”, ao contrário da atual que nos cerca, “mais carregada de mazelas, acrescida da desesperança dos sonhos ainda não concretizados e da periculosidade do mundo, envolto cada vez mais em desatinos e violência”.
Roberto Corrêa tinha 88 anos, era casado com Maria de Lourdes, com quem tinha cinco filhos, entre eles o advogado José Henrique Toledo Corrêa; dez netos e dois bisnetos.  
Nenhum Comentário Ainda

Deixar uma Resposta