Feira Nacional do Livro

“Tenho uma boa e uma má notícia: a má é que o culto ao corpo acabou e a boa é que agora começa o da mente”, foi assim que um dos 20 maiores cientistas do mundo segundo a revista Scientific American, Miguel Nicolelis cativou o público que lotou o Teatro Pedro II durante sua apresentação na Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, na noite de sábado (2).

Dono de 46 prêmios internacionais e responsável por estudos onde a neurociência consegue desafiar os limites do corpo, Nicolelis mostrou com experiências feitas com macacos que a robótica pode ser a aliada de pessoas com deficiências físicas através de um corpo artificial na busca por movimentos impossíveis de acordo com cada limitação.

Durante a apresentação, Nicolelis mostrou vídeos onde em estudos comandados por ele nos Estados Unidos, macacos conseguem movimentar braços mecânicos e até um robô que estava no Japão por meio de sinais enviados pelo cérebro. Segundo o neurocientista, isso é possível porque o órgão funciona com previsões que comandam o corpo cerca de meio segundo antes de cada movimento. “O cérebro manda o sinal e os músculos obedecem a mente”, afirmou.

Para o pesquisador, o Brasil ainda precisa de mais investimentos em ciência e educação em geral para que se criem oportunidades para que os jovens interessados em ingressar na profissão possam contribuir para o desenvolvimento do país e garante que um evento esportivo pode ser um começo para construir uma nova imagem do país do futebol. “ Na abertura da Copa de 2014 um deficiente físico dará o primeiro pontapé no primeiro jogo com uma perna robótica para mostrar que somos o país da ciência”, afirmou.

 

 

 

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