Gabriela Hearst faz sua estreia para a Maison Chloé

Gabriela Hearst apresenta a primeira coleção para a Maison Chloé no dia em que a fundadora Gaby Aghion completaria 100 anos.

Quando a fundadora da Chloé começou a apresentar suas primeiras coleções, chamou alguns convidados para as regiões aonde ficam o Café de Flore e Brasserie Lipp. Hoje, com mudanças e influências culturais profundamente pessoais para Gabi, o significado de Chloé – “Florescendo” em grego – ressoa novamente.

A coleção Outono-Inverno’21 é, portanto, informada e inspirada pela sustentabilidade e comprometida com um bem maior. Surge um conceito sutil no design e ousado na ação. Em cada peça, um senso de propósito.

A mudança para matérias-primas de menor impacto significa que a coleção AW21 pode ser considerada quatro vezes mais sustentável em relação ao ano passado. Para o ready-to-wear, isso inclui: eliminação de fibra sintética virgem (poliéster) ou fibra celulósica artificial (viscose) e aquisição de jeans reciclado, reutilizado e orgânico. Mais de 50% da seda vem da agricultura orgânica e mais de 80% dos fios de cashmere para as malhas é reciclado. Os fornecedores sustentáveis foram introduzidos desde os materiais às embalagens.

“Não havia prêt-à-porter luxuoso; roupas bem feitas com tecidos de qualidade e detalhes finos não existiam.” – Gaby Aghion.

A coleção começou com esta citação e um botão de cerâmica – um pequeno, mas tangível testamento de qualidade. Em cores suaves de mármore com um formato ligeiramente irregular, feitos à mão em uma oficina parisiense podem ser encontrados em peças de tecido e malha. Eles aparecem como pingentes de joias ao mesmo tempo em que decoram bolsas.

A roupa para o dia foi desenvolvida com uma construção precisa. O grupo de malhas, um dos pontos fortes da coleção, é definido por cashmeres reciclados ultra macios e listras multicoloridas que combinam naturalmente com a origem uruguaia de Gabi.

Bolsas
“Minha primeira bolsa de luxo foi a bolsa Chloé Edith e é uma peça que ainda amo e queria homenagear”, diz Gabi. Nesta temporada, a bolsa Edith foi reeditada mantendo-se fiel ao seu design original. A nova família Edith inclui bolsas em cashmere reciclado ou em jacquard reciclado, em versão mini, sacola e maleta de médico.

Junto a essa reedição, 50 bolsas Edith vintage foram reaproveitadas com sobras de materiais desta coleção. Cada peça é única, “o novo não é sempre melhor”, diz Gabi.

Sapatos
O calçado corresponde ao conforto interpretando as formas clássicas. Botas Chelsea de couro com sola de crepe e um acabamento que remete o cashmere reciclado, uma nova família de mocassins de diferentes alturas, botas e botinhas tricotadas acima do joelho que são integradas com meia. Uma colaboração com a Moonboots incorpora o material da Chloé e cashmere reciclado, transformando o inverno exagerado em algo lúdico.

Joias e pequenos acessórios
Os botões de cerâmica transformam-se em pingentes que são combinados com minerais e pedras semipreciosas, como ametista, quartzo rosa e fumê e lápis-lazúli. Grandes pedaços de pedras aparecem incrustados em couro com tiras ajustáveis que podem ser colocados em diferentes chakras.

Ação social
Nesta temporada, 20% do ready-to-wear é fabricado por membros da World Fair Trade Organization. A coleção conta com duas parcerias – Manos del Uruguay e Sheltersuit – como caminho para um impacto social positivo para as mulheres e homens que desenvolvem peças em toda a coleção.