Geração de empregos

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A geração de empregos formais (com carteira assinada) em Campinas registrou elevação de 8,53% em outubro passado, na comparação com o mês anterior (setembro). Os dados são do Observatório do Trabalho, órgão do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), vinculado em Campinas à Secretaria Municipal de Trabalho e Renda (SMTR) e têm como base os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempegados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados em Brasília pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, nesta sexta-feira, dia 19 de novembro.

Segundo análises do Observatório, na comparação com outubro de 2009, o crescimento na geração de postos formais de trabalho no Município foi de 151,5%. No acumulado dos dez primeiros meses de 2010, Campinas gerou 19.533 postos, cerca de 198,2% acima dos 6.551 dos dez primeiros meses de 2009 e 270,8% a mais que em todo o ano passado.

O montante acumulado no período (janeiro a outubro de 2010) é o maior dos últimos oito anos. E a geração de vagas de trabalho em outubro é a segunda maior também nos últimos oito anos. Isso contribuiu para que a cidade ocupasse o terceiro posto no ranking da geração mensal de empregos no Estado de São Paulo, ficando atrás somente da Capital, que abriu 29.130 vagas formais de trabalho, e do município de Guarulhos, que criou 2.748 postos.

Os destaques no ranking da empregabilidade formal em Campinas de janeiro/outubro, por setor econômico ficou da seguinte forma:

• Indústria, que gerou 3.883 postos de trabalho (acima dos saldo negativo de 1.150 vagas no mesmo período do ano passado. Com este patamar de evolução, o setor que mais sofreu impacto da crise econômica mundial, iniciada em setembro de 2008, demonstra total recuperação na geração de empregos.

• Serviços, que também registrou desempenho significativo com elevação de 174,7% em relação ao volume de contratações formais no período.

• Comércio, que continua se recuperando e com uma taxa de expansão de 95,8%, com 2.745 postos de trabalho gerados em outubro de 2010, contra 1.402 em outubro de 2009.

Na avaliação do secretário municipal de Trabalho e Renda, Sebastião Arcanjo, a chegada de alguns empreendimentos em Campinas, como, por exemplo, o Shopping Ouro Verde, contribuirão para que o desempenho da cidade na geração de empregos formais continue positivo. “Esses empreendimentos colaboram para a criação de empregos permanentes, e não sazonais”, destaca.

O secretário acrescenta que a dinâmica de investimentos públicos e privados já anunciados, entre eles obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), colaborará para que o Município encerre 2010 com crescimento expressivo no volume de contratações formais.

RMC

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) gerou 5.163 postos de trabalho em outubro passado, registrando queda de 7,26% em comparação a setembro e crescimento de 10,6% em comparação a outubro de 2009.

No acumulado do ano de 2010, foram criados, na RMC, 58.570 postos, cerca de 176,2% acima do acumulado no mesmo período de 2009. O que se destaca é que este acumulado já superou, em cerca de 227,6%, os 17.880 postos de trabalho de todo o ano de 2009. E é o também maior nos últimos oito anos da RMC.

Os destaques foram: a Indústria, que gerou 19.402 postos, cerca de 660,6% acima dos 2.937 postos negativos de 2009; Serviços com 24.077 postos, cerca de 114,7% acima dos 11.212 do acumulado de 2009; Comércio, que se recuperou em 143,5% acima dos 3.354 postos de 2009, e finalmente a Construção Civil, que apresenta redução de 29,04%, tendo em vista a estabilização dos investimentos imobiliários neste período do ano, a falta de mão-de-obra qualificada. O setor deve reverter esse quadro com o reinício das contratações pelo programa federal do Minha Casa Minha Vida.

Com base na análise do Observatório do Trabalho, se observa que a geração de postos formais de trabalho, nestes primeiros dez meses de 2010, volta a apresentar uma pequena aceleração em Campinas e estabilidade na RMC, mas projetando crescimento expressivo em relação ao ano de 2008, antes da crise, indicando para Campinas, mais de 21 mil postos, e na RMC, mais de 65 mil postos.

Brasil

No País foram gerados em outubro 204.804 postos de trabalho, uma expansão de 0,58% no estoque de mão-de-obra. Em relação ao mês anterior houve redução de 17,04% em relação aos 246.875 postos gerados naquele mês. Na comparação com o mês de outubro de 2009, a redução foi de 11,32%. Apesar da desaceleração experimentada no mês passado, foram criados no País desde janeiro de 2010, 2.406.218 postos formais de trabalho.

 

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