Gripe suína

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O especialista em Alergia-Imunologia Raul Emrich Melo esclarece algumas dúvidas sobre gripe suína. Segundo ele, a doença tem potencial para ser uma pandemia porque a transmissão é de pessoa para pessoa. Com as viagens de avião e as grandes aglomerações urbanas, a disseminação do vírus pode ser rápida no Brasil.

Para Melo, nunca tivemos uma pandemia respiratória, de proporções semelhantes à da gripe de 1918, depois do surgimento da vacina da gripe e dos antivirais. Por isso há muitas especulações, desde as de que o vírus pode provocar muitas mortes até as mais otimistas, que vêem na vacinação a solução para o problema. “Na realidade, este é um cenário desconhecido, só o tempo dirá se as precauções foram exageradas” afirma o médico.

Ele acredita que o Brasil tem condições de combater de forma eficaz essa epidemia, pois temos drogas antivirais estocadas e é possível lidar de forma positiva com esta situação. Melo destaca que neste aspecto é importante a população colaborar. “Os cuidados básicos são os mesmos dos orientados para se evitar o contágio da gripe, ou seja, evitar aglomerações, lavar as mãos, tomar a vacina antigripe e procurar um médico se aparecerem sintomas respiratórios em quem acabou de viajar”, explica.

Para o médico, este cenário proporciona uma reflexão sobre nossos medos. Infecções como a gripe suína deixam explícita nossa fragilidade. Mas, segundo Melo, a ciência evoluiu e tem condições de lidar relativamente bem com esse problema.

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