Gripe Suína

Please select a featured image for your post

O secretário municipal de Saúde de Campinas, José Francisco Kerr Saraiva, informou que não há motivos para que a população fique apreensiva em relação à gripe suína, doença respiratória causada pelo vírus A que, normalmente, causa surto de gripe entre porcos. Nenhum caso foi registrado na cidade.

A Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) participou de uma reunião técnica com profissionais da Infraero, Secretaria de Vigilância do Estado e profissionais de saúde de Campinas para definir estratégias de como proceder com possíveis casos da doença na cidade. Campinas, como em todo o país, seguirá as recomendações de prevenção dadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), principalmente no Aeroporto Internacional de Viracopos.

Em Campinas, no caso de algum diagnóstico de suspeição de gripe suína, o Hospital de Clínicas da Unicamp é o que receberá os pacientes. De acordo com Saraiva, o 156 da Prefeitura já foi capacitado para orientar a população.


Em observação

O HC da Unicamp mantém em observação dois casos de síndrome gripal. A notificação foi feita na tarde desta terça-feira, dia 28 de abril, para a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa). A Secretaria de Saúde afirma que ambos não se encaixam no critério de casos suspeitos da gripe suína, mas estão sob observação para a evolução do quadro clínico.

O primeiro caso é de um paciente que esteve em Orlando, nos Estados Unidos, que apesar de não se tratar de uma área afetada, o paciente esteve em contato com pessoas do México. O outro caso é de um residente em Piracicaba que esteve em Cancun, no México, no período de 21 a 25 de abril, e que não apresenta febre.

Segundo informações do HC da Unicamp, os dois casos apresentam características leves e os pacientes passam bem.


A gripe suína

O contágio da gripe suína se dá apenas de humano para humano, não havendo qualquer possibilidade de contágio através de um animal, no caso o porco. “Consumir carne de porco não oferece nenhum risco à população”, afirmou o médico sanitarista da Covisa, André Ribas de Freitas.

Para quem têm viagens internacionais marcadas para as áreas infectadas, a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde orienta os viajantes a não usar medicamento sem orientação médica e para que evitem o compartilhamento de objetos de higiene pessoal, copos e alimentos. No caso de permanência prolongada nas áreas afetadas, as pessoas devem evitar locais de aglomeração, utilizar máscaras cirúrgicas descartáveis e lavar as mãos frequentemente.

Entre os sintomas da doença estão dores de cabeça, musculares e nas articulações. De acordo com a enfermeira sanitarista da Covisa Brigina Kemp, para levantar a suspeita de um caso de gripe suína é preciso que a pessoa apresente febre com mais de 38° e que ainda tenha tido algum vínculo com os países afetados. “As pessoas têm de prestar bastante atenção para não confundir uma gripe comum com a gripe suína”.

 

 

 

 

Nenhum Comentário Ainda

Deixar uma Resposta