Incômodo no ouvido

Em poucos anos, a população brasileira será a mais velha do mundo. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o número de idosos vai triplicar, passando de 19,6 milhões (10% da população) em 2010 para 66,5 milhões de pessoas em 2050 (29,3%). Neste contexto, entre as complicações mais comuns relacionados com o envelhecimento, está o aparecimento do zumbido no ouvido, que pode, segundo a otorrinolaringologista Tanit Ganz Sanhez, ser acelerado por alguns hábitos. “Alimentação rica em açucares, gorduras e estimulantes, medicações como antidepressivos, anti-inflamatórios e antibióticos, e o tabagismo são os principais fatores”, ressalta a especialista.
O problema também pode se originar da otosclerose, que é o endurecimento dos ossos do ouvido, e de tumores cerebrais. “Quando se trata se idosos, acompanhado ou não da surdez, o zumbido dificulta ainda mais a qualidade de vida, causando depressão e o isolamento, além da falta de sono, que se torna mais acentuada”,alerta Tanit.

Dessa forma, ela lista uma série de cuidados que podem ser tomados para minimizar o incômodo:

1. Praticar exercícios físicos, como caminhada, hidroginástica, passeios ao ar livre, dança e ioga;
2. Evitar a exposição a sons e ruídos muito altos. Isso deve ser feito antes mesmo da terceira idade, visto que o zumbido já atinge crianças e adolescentes, que poderão ter perda auditiva antes mesmo dos 40 anos;
3. Manter a pressão arterial e a diabetes sempre controladas;
4. Alimentar-se adequadamente a cada três horas e não consumir estimulantes, como café, chá preto, chocolate e comidas gordurosas;
5. Utilizar os protetores auriculares sempre que sair em público;
6. Na hora de dormir ou descansar, colocar uma música relaxante, pois funciona como um mascaramento do barulho;
7. Diminuir o uso de celulares e desligá-los ou retirá-los do quarto ao dormir.

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