Influenza A (H1N1)

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De acordo com dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde, Campinas registra um total de 136 casos confirmados de gripe Influenza A (H1N1), entre os quais oito óbitos. Além disso, foram confirmados três surtos na cidade em uma creche e dois serviços de saúde. Outros dois surtos estão em investigação. Os casos confirmados compreendem o período de 19 de junho até início de agosto e a maioria dos pacientes já recebeu alta ou está em processo de recuperação.

A confirmação de novos casos será feita apenas, de acordo com o Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância Epidemológica da Influenza, em situações de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e dos grupos de risco para desenvolver formas graves da doença. O perfil do grupo de risco traz gestantes, crianças menores de dois anos, pessoas com mais de 60 anos, pessoas com sistema imunológico debilitado (como câncer ou AIDS) ou com doenças crônicas preexistentes (como problemas cardíacos e pulmonares ou diabetes).

Quatro novos óbitos suspeitos de SRAG em Campinas serão investigados para confirmação da gripe suína, são quatro mulheres entre 32 e 66 anos.

Na cidade, a análise epidemiológica indica que a faixa etária mais acometida pelo vírus da gripe suína é a de 20 a 49 anos, com cerca de 65,4% dos casos. Dos 136 casos registrados em Campinas, 60 são em homens e 76 em mulheres. Desse número, oito casos confirmados são de mulheres, sendo que uma delas faleceu.

O monitoramento da circulação do novo vírus no município é feito pela Secretaria de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde e Vigilâncias Distritais com apoio dos Núcleos de Vigilância dos hospitais, com base no acompanhamento dos casos suspeitos e confirmados.

Segundo a prefeitura, o adiamento do início da volta às aulas na rede pública municipal de educação para o dia 17 de agosto foi uma medida preventiva para conter o avanço da epidemia e preservar a saúde das crianças. Cerca de 65 mil alunos estão com as aulas suspensas em Campinas.

Em audiência na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o número de mortos em decorrência da nova gripe no Brasil já chega a 192. Entre 25 de abril e 01 de agosto, foram confirmados 2.959 casos de Influenza A (H1N1).

A maioria dos infectados pelo vírus (71,5% ou 2.115 pessoas) apresentou sintomas leves e o restante (28,5% ou 844 pessoas) apresentou sintomas compatíveis com a SRAG, como febre, tosse e dificuldade respiratória, mesmo que moderada. Dos casos graves, 96 pessoas morreram, segundo dados das Secretarias Estaduais de Saúde junto ao Ministério da Saúde até o dia 01 de agosto.

Recomendações

Confira algumas recomendações da Vigilância em Saúde de Campinas para prevenção e proteção do vírus Influenza A (H1N1):

-Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável
-Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar
-Evitar locais fechados com aglomeração de pessoas
-Evitar o contato direto com pessoas doentes
-Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal
-Evitar tocar olhos, nariz ou boca
-Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes ou/e roteiro de viagens recentes
-Não usar medicamentos sem orientação médica
-Pessoas com sintomas de gripe (febre, tosse, coriza e dores de garganta, de cabeça ou pelo corpo e desconforto respiratório como dor e dificuldade para respirar) devem procurar o profissional de saúde onde habitualmente já se consultam para avaliação do médico e monitoramento clínico, diagnóstico precoce de gravidade e investigação epidemiológica de casos graves e surtos. Elas não devem ir ao trabalho e à escola ou a locais de aglomeração de pessoas. Os hospitais devem ser reservados para os casos mais graves.

 

 

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