Juros bancários

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A pesquisa de taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial do Procon-SP apresentou, novamente, leve alta em relação ao mês anterior. As taxas médias das duas modalidades pesquisadas voltaram a apresentar alta neste mês. No entanto a intensidade foi menor, já que a variação não ultrapassou a marca de 0,03 ponto percentual. Além disso, das sete instituições pesquisadas (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander), somente uma elevou sua taxa no empréstimo pessoal; o mesmo aconteceu com o cheque especial.

Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo. Vale lembrar, também, que os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.

Empréstimo Pessoal – a taxa média dos bancos pesquisados foi de 5,42% a.m., superior a do mês anterior que foi de 5,39% a.m., o que significa um acréscimo de 0,03 ponto percentual.

A única alteração foi promovida pelo HSBC, que elevou a taxa de empréstimo pessoal de 4,30% para 4,5% a.m., o que significa um acréscimo de 0,2 ponto percentual, representando uma variação de 4,65% em relação à taxa de fevereiro/11.

Cheque Especial – a taxa média dos bancos pesquisados foi de 9,31% a.m., superior a do mês anterior que foi de 9,29% a.m., o que significa um acréscimo de 0,02 ponto percentual.

A única alteração foi promovida pela Caixa Econômica Federal, que elevou a taxa de cheque especial de 7,15% para 7,31% a.m., o que significa um acréscimo de 0,16 ponto percentual, representando uma variação de 2,24% em relação à taxa de fevereiro/11.

A data do levantamento deste mês coincidiu com a da segunda reunião do COPOM – Comitê de Política Monetária (dias 01 e 02 de março), na qual as autoridades monetárias decidiram elevar novamente a taxa Selic em 0,5 ponto percentual, passando de 11,25% para 11,75% ao ano. O mercado financeiro continua respondendo às previsões de aperto monetário, no entanto sua posição é de cautela. A perspectiva de elevação da taxa básica tem reflexo sobre as taxas futuras, elevando o custo de captação dos bancos e, como conseqüência, o crédito ao consumidor.

A tendência é de elevação das taxas e, portanto, o consumidor deve ficar atento. A falta de planejamento, a impulsividade na hora de consumir e a facilidade de contratação levam, muitas vezes, o consumidor a solicitar um empréstimo sem necessidade ou a assumir dívidas além de suas possibilidades de pagamento. É bom lembrar que o juro real brasileiro continua sendo o maior do mundo.

 

 

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