Mal silencioso

A hipertensão arterial, principal fator de risco para doenças cardiovasculares, é um problema silencioso e que, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. Quando eles aparecem, podem estar relacionados a outras doenças, o que leva a tratamentos inadequados caso um especialista não seja consultado. O cardiologista Thiago Macedo também alerta que, por sofrer alterações nos seus principais órgãos –  coração, cérebro, olhos e rins-, o hipertenso sem cuidados está sujeito a sofrer uma série de consequências, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, aneurisma, insuficiência cardíaca e renal.
“Como medida de prevenção, as pessoas que não são hipertensas devem realizar a aferição da pressão arterial, por um profissional de saúde, pelo menos uma vez ao ano. Quando o paciente já sabe que é hipertenso, a frequência da medida depende do valor da pressão e do risco de cada caso”, orienta Macedo. “O valor ideal para a redução do risco cardiovascular é de 120 por 80, ou menos. Quando superior, principalmente se isso ocorre com frequência, é importante procurar um médico. Por não apresentarem sintomas, muitas pessoas só o fazem quando já ocorreu repercussão sobre algum órgão”, alerta.
Mesmo quando o paciente não apresenta sintomas, o tratamento da hipertensão deve ser feito de forma contínua e com acompanhamento médico periódico, o que reduz consideravelmente o risco cardiovascular. Na consulta, o profissional pode avaliar se há necessidade de ajustes na medicação e pode fornecer orientações sobre alimentação e prática de exercícios físicos, assim como solicitar exames para verificar a evolução clínica.

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