Melhor chef do mundo

 Helena Rizzo, do Restaurante Maní, em São Paulo, conquistou o Prêmio Veuve Clicquot De Melhor Chef Mulher do Mundo 2014 e será homenageada nos Prêmios dos 50 Melhores Restaurantes do Mundo em parceria com a S.Pellegrino e Acqua Panna, em Londres, no dia 28 de abril.
“Este prêmio é um reconhecimento do meu trabalho mas também do trabalho de toda a nossa equipe. Eu não sou e nunca tive a intenção de ser ‘a melhor chef feminina do mundo’ esta é uma apreciação difícil de fazer. Cada um de nós pode ser o melhor em uma situação particular, em um determinado momento, para uma determinada pessoa. É claro que eu estou muito feliz e honrada por receber este prêmio e eu estou agradecida por isso! No Maní, tentamos dar o nosso melhor todos os dias, às vezes erramos, mas também às vezes a gente acerta… Tomara que este prémio faça que o mundo gastronômico fique de olho no trabalho das cozinheiras e a gastronomia maravilhosa que temos no Brasil”, declarou.
Como vencedora do prêmio, Helena Rizzo agora faz parte de um seleto grupo de mulheres excepcionalmente talentosas, incluindo luminárias Elena Arzak do Arzak na Espanha; Anne -Sophie Pic, da Maison Pic na França; e a ganhadora do ano passado, Nadia Santini de Dal Pescatore na Italia.
O Prêmio Veuve Clicquot de Melhor Chef Mulher do Mundo celebra o trabalho de uma mulher cuja culinária é um deleite para o paladar dos críticos mais difíceis do mundo e chefs mais venerados, dos quais mais de 900 votaram nesta categoria.

Carreira
A brasileira, ganhadora do Prêmio Veuve Clicquot de Melhor Chef Mulher da América Latina do ano passado na inauguração dos 50 Melhores Restaurantes da América Latina em setembro de 2013, se mudou para São Paulo quando tinha apenas 18 anos para prosseguir uma carreira de modelo. Lá ela começou a trabalhar em cozinhas a tempo parcial e em pouco tempo, deixou de lado as passarelas para cultivar o seu amor pela gastronomia. Depois de trabalhar com alguns dos gurus da cozinha brasileira como Emmanuel Bassoleil, Luciano Boseggia e Neka Barreto, Helena passou dois anos dirigindo a cozinha de Na Mata Café, em São Paulo, antes de embarcar em uma aventura culinária para aperfeiçoar suas habilidades e pesquisar novas técnicas.
Depois, ela passou uma temporada na Itália e na Espanha, incluindo um período no El Celler de Can Roca, atualmente o restaurante no topo da lista dos 50 Melhores Restaurantes Do Mundo. Seu tempo neste restaurante localizado em Girona foi particularmente especial, pois foi lá que ela conheceu seu futuro marido e parceiro na cozinha, o chef Daniel Redondo. Rizzo voltou para São Paulo em 2004, e logo depois seus passos foram seguidos por Redondo, no início de 2005, para continuar na seguinte etapa de sua viagem gastronômica.
Maní abriu as suas portas em 2006, no Jardim Paulistano de São Paulo, com uma combinação pouco comum: marido e mulher trabalhando juntos um ao lado do outro na cozinha, com um jeitinho inteligente e respeitoso das práticas culinárias brasileiras, onde os ingredientes brasileiros tradicionais são amalgamados usando uma técnica moderna e terminados com uma pitada de influência espanhola. A herança brasileira de Rizzo sempre está na presente à tona para oferecer uma experiência gastronômica única. Seu prato marcante que simboliza a culinária de Rizzo é a sua interpretação de clássicas Mandiocas brasileiras, assadas e servidas com espuma de tucupi, leite de coco e azeite de oliva com trufas brancas. Rizzo e Redondo estão constantemente à procura da autentica cozinha e no caminho ganham elogios de alguns dos principais críticos culinários do mundo e outros chefs colegas.

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