Morre cartunista Glauco

O assassinato do cartunista paranaense Glauco Villas-Boas e seu filho Raoni Villas-Boas, 25 anos, na noite desta quinta-feira, em Osasco, despertou um sentimento de luto no país, principalmente pela brutalidade com que o caso aconteceu. O Conselho Consultivo do Salão Internacional de Humor de Piracicaba lamenta a morte do cartunista de 53 anos, que parte no auge de sua produção artística. Glauco registrou, a cada momento, as transformações pelas quais passou o mundo, o Brasil. Era um profundo conhecedor e critico da alma humana, mas sempre de maneira bem humorada, provocando reflexões

Glauco foi descoberto pelo jornalista José Hamilton Ribeiro, então diretor do “Diário da Manhã”, em Ribeirão Preto. Lá começou a publicar suas tiras cômicas. Foi na 4ª edição do Salão Internacional de Humor de Piracicaba, em 1977, ao conquistar um dos prêmios, que Glauco foi projetado no cenário artístico brasileiro e internacional. Com seu imenso talento, criatividade, estilo único e, em especial, humor inteligente baseado no comportamento da nossa sociedade, que Glauco saltou, ainda no mesmo ano, para as páginas da “Folha de S. Paulo”.

Em 1984, a Folha abriu espaço diário para a nova geração de cartunistas brasileiros. Glauco estava entre eles e, assim, ficou conhecido em todo o País. Surgiram seus principais personagens: Geraldão, Zé do Apocalipse, Dona Marta, Doy Jorge, Casal Neuras, Geraldinho e outros. Glauco também era músico e se apresentava em bandas de rock. Integrou a equipe de redatores do “TV Pirata” e da “TV Colosso”, programas apresentados pela TV Globo. Além disso, publicou livros de humor.

 

 

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