Morre Steve Jobs

"A Apple perdeu um gênio criativo e visionário, e o mundo perdeu um ser humano incrível", diz a companhia, em comunicado. "Aqueles de nós que tiveram a sorte de conhecer e trabalhar com Steve perderam um amigo querido e um mentor inspirador."

"Steve deixa para trás uma companhia que só ele poderia ter construído, e seu espírito será para sempre a fundação da Apple", completa.

A morte de Jobs aconteceu justamente um dia após aquela que seria a primeira grande apresentação da Apple sem ele ao palco. Na ocasião, Tim Cook, que agora ocupa o cargo de chefe da companhia, assumiu o papel de "front-man" para lançar o iPhone 4S.

A lenda

Jobs acumulou no currículo passagens que misturam a história da Apple à da própria evolução tecnológica pela qual o mundo passou nos últimos 40 anos. Ex-drogado, considerado excêntrico e mandão, ele superou um câncer de pâncreas e chegou a ser demitido da própria empresa. Quando voltou, acabou com quase todos os produtos feitos por lá – e, com isso, adotava o modelo de produção que fez a Apple chegar ao status de companhia mais valiosa do mundo.

O primeiro produto da empresa foi construído por Steve Wozniak e vendido por Steve Jobs. Era um computador de madeira, feito em 1976 com foco em engenheiros. Em 1977 veio o Apple II, o primeiro de massa, vendido por 16 anos. Ele foi seguido pelo Lisa (1983), que apesar de estrear o modelo de interface gráfica usado até hoje, tinha uma produção cara e foi descontinuado em pouco tempo.

Começaram, então, os anos de ouro da Apple com o lançamento, em 1984, do Macintosh – mais barato e modernoso, foi sucesso de vendas e abriu espaço ao primeiro modelo de iMac, de 1996. Surgiu, em 2001, o iPod, tocador portátil de música digital responsável pelo nascimento, em 2003, da iTunes Store, que cinco anos depois se tornaria o maior vendedor de música nos Estados Unidos.

Em 2007 a Apple apresentou ao mundo o primeiro iPhone. Até hoje o aparelho teve quatro atualizações, sendo que a primeira versão sequer gravava vídeo, mas fez todos os grandes fabricantes de celulares mirarem o modelo de "smartphone para todos" e focarem em dispositivos móveis com tela sensível ao toque. Depois a empresa praticamente inventou o segmento de tablets – que existiam, mas não eram nada populares – com o iPad, lançado em 2010.

A partir de 1984, quando Jobs foi demitido da Apple, a empresa passou por um período de extrema decadência. 12 anos depois, quando retornou, o então CEO comandou uma revolução interna com a redução do portfólio para apenas quatro produtos. Com muito foco em pouca coisa, a companhia se reergueu ascendentemente.

Com seu "uniforme" composto por camiseta preta de manga comprida, calça jeans e tênis, o executivo adotou um padrão para apresentar novos produtos que acaba vendendo qualquer coisa antes mesmo do lançamento. Todos os funcionários envolvidos com as criações são proibidos de comentar o que fazem até com a família a fim de gerar o furor necessário para o comércio antecipado pelos "applemaníacos".

Por três vezes a companhia viu criações suas abrirem caminho para revoluções tecnológicas. A primeira foi o Apple II, montado na garagem de Jobs e que popularizou o microcomputador como conhecemos hoje. Também foram eles que inventaram o iPod e mudaram o jeito de se carregar músicas, no que pode ser considerada a era pós-walkmen.

Mais recentemente vieram iPhone, iPad e o modelo touch do iPod, que popularizaram os aplicativos. Os apps, aliás, fizeram o editor-chefe da revista Wired, em parceria com o fundador do site Newser, Michael Wolff, afirmar: "A web está morta. Vida longa à internet" – sob justificativa de que as pessoas trocaram os navegadores pelos recursos de terceiros.

fonte Adnews

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