Mostra CPFL de Teatro

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A CPFL Cultura apresenta em outubro e novembro a Mostra CPFL de Teatro, intitulada “A Cena em Crise”. Por meio da linguagem teatral, a crise cênica será discutida na própria poética de encenação, seja pelo riso, pela ironia, pela potência do corpo ou pela desconstrução e reconstrução de textos que questionam a si mesmos. Os espetáculos serão apresentados na sede da CPFL Cultura em Campinas nos dias 7, 14, 21 e 28 de outubro, às 20h. Em novembro, serão nos dias 4, 18, 25 de novembro e 2 de dezembro, no mesmo horário.

A mostra tem curadoria de Renato Ferracini, ator-pesquisador e colaborador do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp (LUME). Ferracini será o mediador das duas mesas-redondas que têm por objetivo voltar sua atenção para os pontos de tensão do teatro. Os dois temas selecionados para essas atividades são: “Construir ou Desconstruir a Cena?” e “Dramático – Pós-Dramático/Ficção e Materialidade”.

Confira a programação completa:

07 de outubro
Espetáculo: “In On It”, de Enrique Diaz
Uma peça teatral para dois atores. Uma narrativa em espiral sobre um homem que morre, dois amantes cujo amor está terminando e dois homens que contam esta historia.

14 de outubro
Espetáculo: “Eldorado”, de Eduardo Okamoto
Dramaturgia: Santiago Serrano
Direção: Marcelo Lazzaratto
Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia. “Eldorado” fala de um território onde cada homem é único e igual a todos os outros: integração e descoberta.

21 de outubro
Espetáculo: “No Buraco”
Etc. e Tal
“NO BURACO” é o primeiro espetáculo do Centro Teatral e Etc. e Tal totalmente sem palavras: através da técnica da mímica, os atores Alvaro Assad, Marcio Moura e Melissa Teles-Lôbo encenam diferentes pantomimas atrás de um biombo de um metro de altura por seis metros de comprimento. Com virtuosismo e domínio técnico os atores propiciam aos espectadores um hilariante passeio por diversas situações no "imenso buraco criado no palco", onde não podem ver a totalidade do corpo dos intérpretes, a audiência imagina que os mesmos flutuam, cavalgam, caem.

28 de outubro
Espetáculo: “Proibido para Menores”
Parlapatões
“Proibido para Menores” é um espetáculo de quadros cômicos cuja temática é a infância. Pode se dizer que se trata de um espetáculo infantil para adultos, onde o humor sarcástico do grupo passa pelos clichês do que se produz no teatro, cinema e literatura para as crianças. A crítica ao papel pseudo educativo e um certo tom de vingança pelas bobagens às quais todos somos submetidos em nossa infância são o elo de ligação de um espetáculo tão virulento quanto engraçado.

04 de Novembro
Espetáculo: “A Noite dos Palhaços Mudos”
La mínima
Dois palhaços mudos são perseguidos por uma seita que os considera uma ameaça e pretende extingui-los. Caçados numa noite, os palhaços conseguem escapar mas um deles é mutilado, perdendo o nariz. Solidário, seu parceiro parte com ele para um ousado "resgate nasal". Perseguições em meio a sombras misturam-se a truques de magia, números musicais e outros absurdos cômicos que evocam os conflitos entre as intolerâncias contemporâneas e a lógica do palhaço… se é que ela existe.

18 de novembro – espetáculo + mesa
Espetáculo: “Anatomia Frozen”
Texto: Bryony Lavery
Encenação: Marcio Aurelio
Com Paulo Marcello e Joca Andreazza
Numa noite, uma garotinha de dez anos chamada Nina desaparece. Sua mãe, Nancy, se recolhe a um estado de "esperança congelada". Corajosa, humana e cheia de compaixão, FROZEN é uma peça extraordinária que enlaça as vidas de um assassino, a mãe de uma de suas vítimas e uma psiquiatra para explorar nossa capacidade de perdoar, sentir remorso e mudar depois de um ato que aparentemente impossibilitaria qualquer desses sentimentos.
Peça seguida de mesa-discussão-diálogo: “Construir ou desconstruir a cena?”
Com especialistas e artistas pensadores do teatro contemporâneo no Brasil.
Busca não refletir sobre a cena atual, mas, principalmente, gerar pontos de tensão e diferenças com o teatro e suas questões. Serão dois debates: no primeiro a pergunta base: “Construir ou desconstruir a cena?”.

25 de novembro – espetáculo + mesa
Espetáculo: “IKIRU – Vida. Homenagem a Pina Bausch”
Solo de Tadashi Endo
Vida e morte são tão próximas.
Somente não existirá a morte se não houver vida;
E o nascimento já é o primeiro passo para o fim.

Pina Bausch morreu.
Merce Cunningham morreu.
Michael Jackson morreu.

Isso é amedrontador – a morte está próxima.
Fico abalado quando percebo que artistas que influenciaram tanto meu
trabalho se foram para sempre.

Mas tudo isso também me deixa muito forte.

Este solo é dedicado a Pina Bausch.
Pina Bausch deu a dança outro espírito e outra dimensão.
Pina Bausch viverá para sempre em sua dança e também em sua idéia de
dança-teatro.
Peça seguida de mesa-discussão-diálogo: “Dramático – Pós-Dramatico / Ficção – Materialidade”
Com especialistas e artistas pensadores do teatro contemporâneo no Brasil.

02 de dezembro
Espetáculo: RAINHA[(S)] Duas atrizes em busca de um coração
Uma livre recriação da peça Mary Stuart, de Friedrich Schiller
Mary Stuart, de Schiller, é um “drama trágico”. Foi uma das obras máximas da fase madura de seu autor: um drama de grandes conflitos individuais inseridos num fundo histórico, e moralmente exaltando a purificação interior da consciência que triunfa sobre a fúria cega dos instintos. O enredo da peça gira em torno da luta político-religiosa entre as Rainhas Elizabeth I e Mary Stuart, que disputavam a coroa da Inglaterra na segunda metade do século XVI. Schiller é uma espécie de Shakespeare alemão do século XVIII, capaz de tomar um episódio decisivo da história européia, a luta pelo poder numa Inglaterra tão poderosa quanto decrépita, e transformá-lo em assunto humano, pungente para além das épocas e das nações, cuja poética, porém, conserva em si o travo político de origem.
O trabalho cênico e dramatúrgico do espetáculo RAINHA[(S)] revisita esse clássico por uma ótica diferente: apenas duas atrizes em cena, levando a carga trágica do drama à sua essência. O espírito de “nacionalização dos clássicos” presente no projeto, cria um interesse no intercâmbio do particular com o universal, da experimentação com o clássico.

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