Mutirão do Coração

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Dados do primeiro dia do Mutirão do Coração divulgados nesta segunda-feira, 29 de junho, apontam que mais de 4 mil pessoas acima de 10 anos de idade compareceram aos Centros de Saúde para avaliar o risco de sofrer uma doença cardiovascular em todo município. O balanço parcial – consolidado às 15h30 de sábado – aponta para o sucesso da estratégia que tem como meta atingir 20 mil pessoas até sábado, dia 4 de julho. Até lá, a avaliação continua a ser oferecida em todos os centros de saúde.

O teste é feito de forma simplificada através da aplicação de um questionário – universalmente aceito – sobre hábitos de vida e da avaliação da pressão arterial, do peso, da altura e da medida da circunferência abdominal. A partir daí, o cidadão é identificado como baixo, médio ou alto risco e, a partir deste risco, ele é orientado a procurar seu médico no local em que habitualmente se trata para que este profissional possa fazer a devida avaliação e acompanhamento.

Além disso, o paciente também recebe uma cartilha com orientação sobre bons hábitos. Os exames, gratuitos, são feitos no horário de funcionamento dos Centros de Saúde. Para participar basta procurar a unidade de saúde. Quem tiver, deve levar o cartão SUS ou o CPF. Entretanto, a falta de documentação não impede o exame.

Expectativa
O Mutirão, inédito no País, marca o Dia Estadual do Coração, comemorado neste dia 29 de junho. Um dos objetivos da data é chamar a atenção para a principal causa de morte em Campinas, no Brasil e no mundo: as doenças cardiovasculares. Além de Campinas, somente o município de São Paulo participa do Mutirão.

Com isso, a Secretaria de Saúde de Campinas tem a expectativa de conhecer um pouco mais o perfil de risco da população, ao mesmo tempo em que pretende oferecer o devido encaminhamento aos pacientes acometidos.

“Este mutirão é uma lição de casa que precisa ser feita para que possamos ter o melhor controle das doenças cardiovasculares. Se este piloto der certo, vamos propor esta metodologia não somente ao Governo de Estado, mas também ao Ministério da Saúde para que possa ser aplicada no restante do País. Trata-se de uma metodologia barata, simples e que permitirá um resultado que, se efetivo, poderá direcionar políticas de prevenção”, afirma o secretário municipal de Saúde, José Francisco Kerr Saraiva.

A doença cardiovascular representa a maior causa de morte na região e no Brasil. Diariamente, em Campinas e na Região Metropolitana, morrem cerca de dez pessoas de doença cardiovascular. Isto significa 3 mil mortes por ano. No País são mil mortes por dia, o que dá 360 mil por ano.

O Mutirão do Coração é um trabalho desenvolvido em conjunto pela Secretaria Estadual de Saúde, Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e Secretarias de Saúde das prefeituras de Campinas e de São Paulo.

 

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