Novo teste para hepatite B

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Um novo teste para hepatite B aumenta as chances de sucesso e cura clínica do tratamento para a hepatite B. Durante o encontro da Associação Ásia-Pacífico para Estudo do Fígado (APASL), evidências científicas mostraram que o teste Elecsys HbsAg II, da Roche, consegue antecipar quais pacientes com o vírus HBV têm mais chance de resposta e cura.

O teste mede a quantidade de antígenos “s”, proteína viral associada à incidência de câncer de fígado e cirrose, presentes no organismo do paciente com hepatite B e permite ao médico avaliar a resposta de cada paciente e determinar a abordagem terapêutica mais adequada. A eliminação dos antígenos é fundamental para a cura clínica da doença.

Os resultados do estudo representam um importante avanço, pois durante o tratamento, os pacientes poderão ter mais confiança na probabilidade de vencerem a doença. “Esses novos dados mostram que a medição da queda do antígeno “s” ao longo do tratamento pode ajudar a determinar o sucesso a longo prazo”, afirma Ed Marins, imunologista e gerente médico da Roche Brasil.

Hepatite B

-É uma das infecções virais mais comuns, altamente infecciosa e de difícil tratamento. É uma das principais causas de doença hepática crônica, cirrose e câncer primário do fígado. Já existem, em todo o mundo, dois bilhões de pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B (HBV).

-Os sintomas se manifestam em cerca de 70% dos adultos com hepatite B. Depois que o indivíduo é infectado, pode levar vários meses até surgirem os sintomas, que incluem pele ou olhos amarelados (icterícia), cansaço ou fadiga, perda de apetite ou náusea, urina escurecida, febre e dor nas articulações.

-Até 40% das pessoas com hepatite B crônica evoluem para doença hepática avançada. Além de muito resistente, o vírus HBV é altamente contagioso – 100 vezes mais que o HIV. Pode ser encontrado principalmente no sangue de pessoas infectadas, mas também pode haver grande quantidade de vírus no sêmen, na secreção vaginal e na saliva.

-Existe uma vacina eficaz para prevenir a disseminação do HBV. Mas, para os pacientes que já têm a doença, existe apenas o tratamento cujos objetivos são interromper a multiplicação do vírus e deter a progressão do dano no fígado. Essas metas são alcançadas com medicamentos que fazem com que a doença entre em uma fase de remissão duradoura ou que a controlam mediante seu uso constante.

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